A deriva anti-democrática de Trump

 

Donald Trump está a conseguir fazer mplodir o que sempre se pensou que, apesar de tudo, seria um país democrático, ou seja os EUA. E quando, como se dizia — “inesperadamente” —, Donald Trump foi eleito Presidente, e que a Constituição americana tinha “freios e contrapesos” para controlar fúrias anti-democracia de onde internamente pudessem aparecer, está visto que não tem, ou se tem não funcionam. Os EUA estão numa deriva anti-democrática que não seria tão grave se não fossem, ainda, a maior potência mundial em demasiados domínios, como no nuclear. Donald Trump não vai ser demitido/exonerado por mais confusões que tenham, de facto, existido com a Rússia de Vladimir Putin, na sua eleição e não só. Também já se percebeu que todo o clã familiar Trump está a tomar conta do aparelho de Estado americano e que os que votaram nele, poderão voltar a fazê-lo nas próximas eleições presidenciais americanas.

Quanto ao Partido Democrata, está sem rumo e os Republicanos não querem perder ”o tempo” de ter um dos “seus” — por muito que alguns achem que não é bem assim —, no cargo mais elevado dos EUA. Para os Democratas chegarem ao ponto de “pedir “ a Donald Trump para respeitar o Estado de Direito, é porque está tudo a ficar sem conserto e muito menos direito. Os EUA estão a entrar numa derivada anti-democrática, os americanos vão-se deixando ir, como tempos vindo a assistir. Donald Trump e os seus vão continuar a gerir o páis como se fosse uma das muitas empresas do Império Trump e os americanos aplaudem, o “America first”, mesmo que para atenuar depois diga que ao expressar “America primeiro” não está a excluir os outros, só está é sempre em primeiro e virado sobe si mesmo.

Para excluir os outros teria que nos tirar a todos da Terra e não só a Coreia do Norte (ficaria talvez Vladimir Putin e a sua querida Rússia), o que não seria assim tão simples, apesar de tudo! Tempos difíceis pelo que a Europa estará (?) no momento exacto de se unir — de facto e de direito —, de deixar a Hungria ir ter com a sua saudosa Rússia e a Polónia afastar-se com o seu nacionalismo, fazendo um Bloco Unido Europeu com ligações a todos os outros países, mesmo que um dia tivéssemos que afastar-nos dos norte-americanos, mas para isso muito está por fazer. Quanto a Donald Trump e aos EUA estão para ficar juntos por muto tempo, e quando já não estiverem vai ser difícil recompor a “casa”. Até lá os EUA e o mundo vão sofrer…

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 6/02/2018