Nestas Eleições não faremos parte de um mundo globalizado?

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Esta campanha eleitoral iniciada em Dezembro de 2014 – convém insistir, dado que não começou sequer em Agosto de 2015 –, é mais do mesmo com os mesmos, e todos com os egos muito em força, mais vestidos ou nem por isso, nada de novo propondo. Tudo muito vazio, tudo muito sem ideias. E assim, saltando tudo o que todos dizem e todos comentam, seria de se pensar e assumir que somos um País médio em tamanho, com dez milhões de habitantes e que fazemos parte de um tempo e de um mundo globalizado, e talvez se devesse falar do “disso”. Ou seja, não somos uma ilha, não estamos sozinhos – “orgulhosamente sós”, como diria Salazar – e temos que estar “encaixados” em políticas supra-nacionais. Logo, este tema deveria ser debatido, e não propositadamente esquecido.

Qual será o papel futuro da e na NATO, qual a tendência das grandes potências num objectivo próximo e a nossa necessária posição neste sistema. O que fazer com tanto Mar à nossa frente de que só se fala de quando em vez, e se esquece ainda mais vezes sem nada dele saber aproveitar, de facto. Qual a necessária dimensão das nossas Forças Armadas neste contexto mundial, sem ter que agradar a uns e desagradar a outros, mas ser o “necessário e suficiente”. Qual a posição que devemos ter num tempo em que há uma guerra na Síria, quando o ISIS cresce, e não temos dimensão, nem riquezas para decidir isoladamente.

Muito teria que ser falado, quanto ao posicionamento do nosso Pais nesta Europa em desconjunção de que não se fala. Qual a relação do nosso País com o Brasil e os outros países que falam português que não, evidentemente a Guine Equatorial. E o pingue-pongue – hoje ténis de mesa – entre os mais importantes dos três partidos que irão ser Governo sobre problemas que terão amanhã que resolver, em conjunto, mas fazem de conta que não. Todos os três e cada um dos três, fazendo abafar o importante a ser proposto para o nosso País, não isolado em todas as frentes até dos empréstimos “lá de fora”! E neste momento / tempo o País fechado sobre si mesmo, como se estivesse há uns oito séculos atrás, e todos assumindo demasiado normalmente, esta atitude. Ninguém quer falar a sério de coisas sérias, e perde-se mais uma oportunidade de o fazer, e é pena! Mas nada há a fazer, é assim. Ponto!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 22/09/2015