A Coreia do Norte entre os testes nucleares e a morte pela fome

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Estamos a viver uns tempos de total insanidade mental a nível mundial. A globalização já não é de inclusão de todos num mundo total, mas de exclusão de grandes maiorias desse mesmo Mundo. Ainda há pouco tempo nos foi possível saber/ler a história dramática e verdadeira – uma entre muitas – de uma miúda de 13 anos que foi operada ao apêndice no seu País, Correia do Norte, e com sua mãe conseguiu fugia para a China. Dado que no seu País, Correia do Norte, passava fome e miséria e incultura, como quase todos os norte coreanos, não tinha electricidade, não tinha comida, comiam gafanhotos fritos, mas mal passou para a China, viu a sua mãe que a acompanhava a ser violada, na sua frente repetidamente, e o mesmo lhe aconteceu. E aos 22 anos conseguiu fugir – hoje terá 33 – a este horror de sexo imposto pela força, e a Ocidente contar o que e passa, que todos já sabemos mas fazemos de conta, bem como a morte lenta a que são sujeitos os norte coreanos.

Num tempo que o Japão emenda a mão da barbárie que os seus soldados cometeram, com mulheres para uso sexual, Sul coreanas, na última guerra mundial a quem chamavam de “mulheres de conforto”. Mas, a Correia do Sul é civilizada – haverá hoje alguém de facto civilizado? – , enquanto a Correia do Norte deve ser o País mais fechado sobre si mesmo neste seculo XXI, onde tudo pode acontecer, desde não serem enterrados os motos e ficarem a apodrecer nas ruas, ou nos corredores dos hospitais, assassinar-se às ordens de Kim porque sim, e tudo mas que se possa imaginar! No século XXI! E, todos passam fome excepto os Presidente Kim, e o seu séquito, em sucessões que nem monárquica, e tendo um dos maiores exércitos do Mundo, testou a Bomba H a 6 de Janeiro deste novo ano, pela primeira vez. Isto para desfazer tudo à sua volta – em plena insanidade – se necessário o dito Kim e o seu séquito acharem, mesmo que eles mais se autodestruam, quando a População Norte Coreana, não vive, vegeta, sofre.

Isto arrasta-se há décadas e a ONU, como em quase tudo nada consegue fazer por não haver consenso – hoje palavra sem conteúdo – dos países que deveriam ser os construtores de pontes e não o inverso. Entretanto nos EUA o Presidente Obama, tenta “parar” a mortandade que internamente tem acontecido, maior do que nas últimas guerras em que os EUA participaram, tentando, por certo sem conseguir, que o armamento não seja vendido como brinquedos, para os americanos fazerem tiro ao alvo entre si. O armamento que dá tanto a ganhar com mortes, pelas mortes, com guerras por guerras, por este mundo todo! Na Síria ninguém se quer entender, e o Daesh cria sonhos de loucura a jovens desnorteados, muitos europeus, por não acharem ter futuro e se andarem a matar pessoas, são notícia e parecem heróis. Na Rússia o senhor Putin tem uma saudade indefinível, de ser Czar ou Chefe dá União Soviética! Logo, guerra em frente!

A Europa, que fez de conta que não se apercebeu do gravíssimo problema dos migrantes e dos refugiados, principalmente destes últimos, vai estourar este ano quando a Alemanha e a Áustria não tiverem onde “meter” mais refugidos. A vontade da Europas em dar o indispensável seguimento ao tratado transatlântico com os EUA, é quase nula, quando teríamos muito a beneficiar e pouco a perder, mas achámos que é o contrário e que ainda somos o centro do Mundo! E vamos esperar que a Coreia do Norte o seu Kim mande uma bomba nuclear para o Japão, para a vizinha Coreia do Sul, para todo o lado, para criar cá fora a desgraça que criou lá dentro para depois tardiamente a ONU reagir. Que estranho e selvagem tempo que nós humanos criámos e estamos a viver, matando-nos de qualquer forma e jeito!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 6/01/2016