Como lidar com Trump no poder até 2020

 

Foram os eleitores americanos que elegeram Trump para a Presidência dos EUA, e, de facto, são os americanos que querem que ele continue Presidente. OS EUA estão tão mal, a nível democrático, como a Venezuela, todavia os sinais são preocupantes. Mas muitos americanos não parece ver o caso assim. Se, de facto, achassem que tinham alguém tão problemático como seu Presidente já teriam, e muito provavelmente conseguido, que este estivesse prestes a deixar de o ser. Fariam isso quer com extraordinárias manifestações de rua, quer com fortes pressões sobre o Partido Republicano. Mas nada disso ocorreu até agora. Trump faz o que lhe apetece sem entender bem como o faz e as consequências dos seus actos, como no recente caso da embaixada dos EUA em Israel, deslocada, intempestivamente, de Telavive para Jerusalém. E como os americanos parecem querer continuar a ter Trump como presidente, tudo que o Ocidente pense poder fazer com os EUA nos próximos tempos tornou-se uma incógnita

Estamos, em muitas democracias, a viver com excessos de populismos e nacionalismos. Trump na presidência dos EUA é a cereja em cima do bolo dos tempos conturbados que estamos a atravessar, para gáudio dos populismos e nacionalismos! E muitos americanos, claro que não os mais próximos do Partido Democrata, nem os que usualmente vêm media como a CNN, parecem gostar de Trump. Isto apesar de as sondagens — hoje muito descredibilizadas —, apontarem para uma queda da percentagem de pessoas que avaliam positivamente este presidente. Mas ele “está bem e recomenda-se”. Ironias à parte, Trump é, muito provavelmente, o presidente mais problemático dos EUA dos últimos 70 anos. Logo, o resto do Mundo, especialmente o Ocidente, tem que assumir esta realidade e seguir o seu caminho, tal como fez Emmanuel Macron, em, Paris na reunião mundial sobre o Clima.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 15/12/2017