20 de Abril: a memória que se está a perder do passado de Hitler

 

A 20 de Abril de 1889 nasceu Adolph Hitler na Áustria. Depois de muitas façanhas, de ter ido para a Alemanha por não ter conseguido ser bem aceite na “sua pátria”, participou como cabo na I Guerra Mundial pelo exército alemão. Em 1933 chegou ao poder na Alemanha, após a realização de eleições, e, de repente, passou a chanceler e a führer da Alemanha nazi, de 1934 a 1945. Do nacional-socialismo chegou ao nazismo, ao Holocausto, à loucura colectiva, até por ter muitos seguidores na Alemanha — e na Áustria que invadiu e tomou de assalto em 1938, no “Anschluss” —, onde matou e expulsou tudo que fosse judeu!

Odiava judeus, ciganos, homossexuais, doentes, deficientes, e resolve o problema mandado matá-los a todos em campos horrendos de concentração. Só judeus foram 6 milhões! Isto não foi assim faz tanto tempo, foi aqui na “nossa “ Europa, quando ainda era o centro do mundo, que já não é! Mas, para muitos de nós, continua a ser a nossa Europa, apesar de algumas cidades, estarem a tornar-se museus vivos com turistas a invadir-nos, e todos muito felizes e contentes, a fazermos de figurantes, onde nos deixam.

Não tendo que se comemorar / lembrar tudo que sejam datas, que já faltam dias para tanta “lembrança”, como hoje está em moda. Dias em que uma vez por ano se pode ser afectuoso, para nos restantes se esquecer esses carinhos, desde a mulher, aos velhos, às crianças, e por aí adiante. Hitler nasceu a 20 de Abril. Como é evidente, não será para comemorar, mas deveria ser uma data a nunca esquecer, se bem que parece que já um pouco tarde para o fazer. E o que Hitler fez às vezes parece que se vai repetindo, Como escrevia Anne Frank nos seus contos, “o ser humano não sabe viver em Paz, por isso tem sempre que criar Guerras.”

Hoje autoritarismos mais descarados ou menos, é o que não falta: Erdogan, Putin, Maduro, Trump, Xi Jinping, Orbán e por aí adiante. Estamos também com guerras por todo o lado. Parece que nada aprendemos com Hitler, e de nada adiantou criar a ONU ou a NATO quando não funcionam, ou se o fazem é ao som da batida de um dos poderosos. E matam-se pessoas por todo o lado: a Síria é um novo Holocausto, a Rússia cria um nacionalismo que lembra a ameaça da União Soviética, a Turquia não sendo nem Europa nem Ásia quer ser tudo à força. Lembrando novamente Anne Frank, parece que não aprendemos esse passado trágico e estamos a caminhar para tristes repetições.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 19/04/2018