As privatizações à China e a política de Trump

 

O Governo anterior vangloriou-se de tudo privatizar, tendo-o feito em áreas que nunca deveriam ter deixado de “estar “ na mão do Estado Português — de qualquer Estado do Mundo com bom senso — entre as quais a energia eléctrica e a sua distribuição, hoje chinesas. E se Donald Trump arranjar um conflito com a China para esta não vir a apoderar-se do lugar  dos EUA ( “ainda” hoje o primeiro a nível mundial), e “aliar-se” ao putativo Czar da Rússia, Vladimir Putin, desenvolvendo uma frente de combate com a China — mesmo que sem uso de armas mortíferas —,  vamos ficar em má situação. Estamos – ainda enquanto existe —, na Desunião Europa, somos parte desta Europa desintegrável e em disfunção e estamos o mais a Ocidente possível dentro da mesma. Mesmo assim, se Trump for “lutar” contra a China e der uma mãozinha ao amigo Putin, como se vislumbra vir a ser, vamos ver-nos em mais lençóis, com uma EDP e uma REN já na mão dos chineses. Tudo pode levar a ficarmos ainda mais prejudicados se a tensão que se entrevê começar já em Janeiro do próximo ano, com uma ligação EUA-Rússia a criar o tal mal-estar palpável entre EUA e China.

A China já tem cá dentro valores a mais dos que devia ter, e não só: na Banca, nos Seguros mas essencialmente no “monopólio” da distribuição de energia eléctrica e da sua maior produção. E atraímos os chineses para lhes vender as nossas “jóias da coroa”, em vez de lhes sugerir que gastassem cá uns trocos a “montar/ criar” empresas novas /produtivas, e, agora se  Trump der uma viragem de 180º na política externa dos EUA, ver-nos-emos aflitos. A China não está aqui perto, mas, sendo uma potencial inimiga declarada dos EUA — veja-se Trump e Taiwan —, nós, com estas empresas deles e não nossas, vamos ter uma inimizade com esta, por entreposto país, os EUA. Não vai ser nada agradável passar por essa situação.  E, a talhe de foice, seria curioso ouvir de todos e cada partido político, das esquerdas às direitas, conselhos à nossa População para esta não se continuar a tanto endividar. Talvez esse dinheiro fosse melhor aplicado em aforros que ajudariam a recuperar a EDP e REN. Não só, evidentemente! Fazer mais e falar menos, pensar muito antes de aparecer, talvez seja essencial! E ajudar o País e não esperar só que este nos ampare!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 14/11/2016

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