As Presidenciais norte-americanas estão ao nível de “lixo”

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Parece que as agências de rating se entretém a colocar ao nível de lixo, alguns países e as suas dívidas, o nosso ainda escapou, para já, dado termos a “ajuda” de uma canadiana, agência de rating.
Mas as eleições para o futuro Presidente da maior potência mundial, estão — mesmo — ao nível de “lixo”. Um imbecil, que pode vir a ser o Presidente eleito a 8 de Novembro, um “tipo” egocêntrico, egoísta, sexista, xenófobo, contra a mulher de um Ex-Presidente, que foi Secretária de Estado de Obama — contra quem perdeu a sua candidatura às anteriores Presidências, pelo seu partido
democrático  — , que utilizou, mal, nestas funções o seu servidor pessoal em serviços ao País. E, as ideias desta Campanha Presidencial para o futuro Presidente dos EUA, nos próximos anos são ajustes “de cama” de Trump e do marido de Hillary, e pouco mais. Quando a política está chegada a este nível tão, mas tão baixo, e num País que se considera democrático, de facto estamos num mau momento da História da Humanidade. E por muito que se esforce António Guterres como Secretário-geral da ONU, dado tratar-se de um organismo que depende de quase 200 países, entre os quais os EUA, mas não só. Tanto, tantos outros – Rússia, China, Inglaterra, etc.- que internamente, são um exemplo do que não·se deve fazer, de facto é assustador. Isto, no mínimo.

Esperemos, com imensas dúvidas que os EUA não fiquem com Donald Trump na Presidência, e ficará, como hoje em quase toda a parte, o mal menor, que é a Hillary Clinton. Mas, Trump dividiu os “amores” políticos e não são nos EUA, e 50 % da População, gosta do seu estilo e tantos reveem-se ou até ambicionam “ser/ter” a sua imagem, que no mínimo é deplorável, sem conteúdo e sem qualquer humanismo. E mesmo que perca, os EUA, têm que parar para pensar, e a era Obama que esperançou esta Europa em estado pré-comatoso, até mais que os próprios EUA, não conseguiu surtir efeito lá, e muito menos cá. E o futuro próximo que de risonho tem muito pouco, em que os individualismos, os egocentrismos, as barreiras, os muros, os fechamentos, estão por todo o lado, acompanhados do total desprezo pelo “outro”, está por todo o lado e em força. E como humanos, ou todos tentamos, já, em conjunto fazer algo pelo “todo”, não desejando — e muito menos fazendo — ao outro o que não queremos que nos façam a nós, sem qualquer sentimento religioso mas simplesmente humano, ou vamos rapidamente fazer-nos implodir. Vamo-nos trincar, amordaçar, amesquinhar como nem animais selvagens fazem uns aos outros, vamos reviver os tempos de Hitler, e vão ser muito mau. Esperemos conseguir pensar — algo que deixou de ser “uso e costume” — melhor, depois desta vergonha que estão a ser as eleições Presidenciais norte-americanas, e que todos olham — olhamos — de dentro e de fora, quase como um festival humorístico ou de alienados, e não o é, é a realidade, actual, ao vivo e a cores! ou não!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 11/10/2016