A Áustria a criar uma fronteira dentro da Europa

 

A Áustria de quando em vez tem “saudades” do Império que já foi, não é e que nunca voltará a ser. Tem tiques de “imperialismo/nacionalista”, algo que já seria suficiente estar a acontecer em países que não sabem se querem continuar na Desunião Europeia, se regressar à Federação Russa, como a Hungria e outros. E para mais desgaste desta Europa – que em Bruxelas, tem demasiadas pessoas a ocupar lugares para os quais não tem envergadura — que hoje teria que ser muito Unida, já chegam e sobejam os regimes, a céleres passos da Ditadura, como a Hungria e a Polónia. Assim, a Áustria deveria muito meditar antes de colocar as Forças Armadas na sua fronteira com a Itália, abalando, de forma unilateral e injustificada, o Espaço Schengen. Os problemas dos migrantes, mas essencialmente dos Refugidos, não vão terminar com fronteiras por mais militarizadas ou muradas que “aconteçam”, dentro da Europa. Trata-se de um problema muito mais grave que tem — muitíssimo — a ver com imbecis/humanos que fazem tráfico de Pessoas vindas de África em procura de “vida” e claro em fuga da guerra na Síria, Iraque/Daesh.

A Europa deveria adoptar o que em grande dimensão a Alemanha seguiu quanto a migrantes/refugiados e aqui, claro em escala muito menor nós, Portugal, que na Europa somos exemplos muito positivo de acolhimento de Refugiados. A Europa como um todo não se une, não só no tema “migrantes/refugiados”, não quer ter uma política comum/unida, e não quer fazer o trabalho indispensável com Mediterrâneo é aqui abaixo, para que os assassinos/traficantes de Pessoas em desespero sejam presas/detidas. E a Áustria ao estar a criar barreiras humanas/militarizadas na fronteia com Itália, está uma vez mais, não é a primeira, a dar um exemplo de Desunião Europeia e a fazer o que não deve ser feito. Já chega a Hungria erguer “muros”, a Polónia fazer o que quer quanto ao barramento de migrantes e não só, e, a Áustria para parecer mais soft coloca militares. Tempo este — único e último — de União de facto Europeia, de menos individualismos, de menos vedetas a aparecerem em demasiadas palcos/ locais a fazerem-se de políticos, e em “disto”, haver de vontade de unir num tempo global, num tempo de excessivos individualismos, de desmesuradas derivas autoritárias, e de remodelação da ordem mundial. E a Áustria tem sofrido no seu território, até com Hitler um austríaco que se fez dono da Alemanha e espezinhou a Áustria. Deveria não esquecer a História, como os seus Refugiados foram muito bem acolhidos entre 1938 e 1945, e amparar a Unidade Europeia.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 5/7/2017