Uma combinação perigosa: a personalidade de Trump e o poder dos EUA

 

Vinte e sete Psiquiatras e Especialistas em Saúde Mental Americanos avaliaram o Presidente actual dos EUA, escrevendo um livro publicado em Outubro último com o título “O Perigoso Caso de Donald Trump”. Apesar de não estarem autorizados, pela respectiva Associação de Psiquiatras a pronunciarem-se sobre pessoas públicas que não consultaram, fizeram-no, uma vez que “assumem” o perigo que este Presidente é para os EUA e para a humanidade. Isto é notório e evidente a qualquer um de nós, essencialmente, talvez, se não formos americanos. Tal como com Obama, que os de “fora” achávamo-lo muito mais capaz enquanto os de “dentro” assumiam o contrário, com Trump os de fora encaram-no próximo da insanidade e os de “dentro” não parecem considerará-lo assim.

Uma das psiquiatras deste grupo que assume representar o “entendimento” da maioria dos psiquiatras do País, considera Donald Trump  “com crescente perda de contacto com a realidade, sinais de volatilidade e comportamento imprevisível, e uma atração pela violência como um meio necessário. Estas características deixam o nosso país e o mundo num extremo risco de perigo”. Acrescentam ainda que “O poder da Presidência e o tipo de arsenal a que tem acesso, deveriam aumentar o nível de alarme, não diminuí-lo”, pedindo “às pessoas e aos legisladores dos EUA que forcem uma avaliação urgente do Presidente criando-se um painel independente de especialistas a fim de respeitar e executar todas as actuações médicas adequadas.”

Assim, dentro dos EUA, emerge crescentemente a consciência da personalidade perigosa que  elegeram para Presidente do seu país, sabendo-se já “antes” que não seria a pessoa indicada para ocupar aquele cargo na ainda maior potência mundial. Face ao “pequeno ditador” da Coreia do Norte, que tem alguns ideais  totalmente inadequados na sua cabeça, Donald Trump parece mais do tipo descontrolado, que sempre geriu um império “seu”, de empresas, fazendo o que queria, como queria, quando queria. Hoje faz exactamente o mesmo à frente dos destinos dos EUA. Quanto aos casos de justiça, que se pensava que resultariam num contra-peso quando alguém está indevidamente na Presidência, não estão a resultar. Trump continua, e pelos vistos continuará, Presidente, mesmo que o seja com a ajuda de Putin e outros. Esperemos que os piores receios sobre de Trump não se confirmem, pois, se vierem a confirmar-se, a combinação da sua personalidade com o poder dos EUA será desastrosa.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 2/12/2017

 

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