Conflito de existências mundiais e António Guterres

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Dia 12 de Dezembro de 2016, tomada de posse de António Guterres como Secretário-Geral das Nações Unidas. Data a ser fixada, não só por ser um português que vai ficar à frente das Nações Unidas — e que quando acabar o seu tempo, de certeza que não irá “arranjar “ a sua vidinha para um banco qualquer — mas, por o ser num tempo tão difícil. Estamos depois de que foram criadas as Nações Unidas em 1945, no pós-II Guerra Mundial a viver um tempo que auspicia uma III Guerra Mundial, que seria fatal, e tal como Einstein previu, a IV será com paus e pedras, uma vez que nada mais restará na Terra e com muito pouca Gente. Pelo que, se com muito suor, sangue e lágrimas António Guterres conseguir unir “esforços” para resolver este “conflito de existências mundiais”, e como é católico, terá um bom lugar no outro lado que crê existir, e nós não crentes ficaremos a admirá-lo, ainda mais, pelo que por nós aqui, neste Mundo que temos a certeza que “existe”, conseguiu fazer.

A Europa de onde provem António Guterres, está demasiado embrulhada em problemas, desde o Brexit e às confusões populistas que irão definir eleições em 2017 na França, Alemanha e Itália, para fazer alguma coisa de jeito. E ainda a mais agravar, nesta última década nada de concertável temos sabido, nós, europeus, fazer, Quanto aos EUA, com Trump na Presidência não vai ser fácil saber o que irão fazer. A Rússia e o seu putativo Czar Putin não irão ajudar a desconflituar este tempo tão complicado. A China anda em “demanda” de afirmação do seu poderio na Zona do Pacífico, pelo que não se sabe se vai para já querer fazer mais que isso. E entretanto em Alepo matam-se desgraçadamente Pessoas sem dó nem misericórdia, ao minuto de forma horrenda, e outras — Pessoas, iguais a nós — ficam em sofrimento permanente, e nada tem sido feito para que isto assim não seja. África tem focos de barbárie por todo o lado, o petróleo, os diamantes, as riquezas para alguns — poucos — valem a matança das maiorias! Ou seja, o Mundo está num conflito terrível que pode em última análise pôr em causa a sua/nossa existência.

E perante “isto” a escolha indicada e acertada para Secretário-Geral das Nações Unidas foi e é sem dúvida António Guterres, por todas as suas experiências anteriores nas mais diversas áreas humanitárias, pela sua Cultura e Educação — em sentido lato, algo hoje tão raro — e pela sua determinação em fazer pontes estabelecendo consensos. Será uma tarefa árdua, uma vez que os países atrás citados fazem parte dos contribuintes líquidos — dinheirinho!  para a subsistência das Nações Unidas e por isso podem fazer “fitas”, conforme mais jeito lhes der. Esperemos que, todo o empenho que sabemos António Guterres ter seja bem-sucedido e possamos ver um tempo melhor neste Mundo tão, tão desvirtuado e tão ávido de Guerras, de mal-fazer, tão cheio de individualismos e de ainda mais vedetas. Esperemos a bem de todos que sorte, para além de capacidade e empenho, tenha António Guterres a partir de 1 de Janeiro próximo nas funções para que toma posse a 12 de Dezembro de 2016.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 13/12/2016