Se o Daesh revindica mas não sabe quem foi, tudo pode ser!

 

As teorias da conspiração podem ser todas e muitas, e ainda mais as da imaginação. E saber-se de facto se foi o Daesh que “ordenou” o atentado mais recente na Alemanha, este no mês do Natal, com um camião atirado para uma Feira de Natal, ou “se colou” à presunção por tantos de lançada de que tinha que ser o autor, é difícil de esclarecer. De facto, com o Daesh a perder terreno, todos os dias na Síria, Iraque e Líbia, vai ter que fazer estragos noutros locais. Ainda não conseguiu à séria fazê-lo nos EUA, mas na Europa já tem criado uns valentes abalos. E agora em Berlim, pode ter sido ou não. Isto, uma vez que muitos até na Alemanha, hoje, têm “necessidade” de desacreditar Angela Merkel, pela sua política de acolhimento de refugiados e ainda mais fortemente por a própria ir a eleições em 2017. Enfraquecê-la em todas as frentes, pode ser um alvo de muitos que não só do Daesh, até no interior da própria Alemanha. E de qualquer forma ”tudo” o que origine mortes de Pessoas e mais destruição, fica sempre bem ao Daesh, mesmo que o Daesh nada tivesse a ver com o caso concreto. As extremas-direitas pela Europa “aproveitam-se” a cada momento do que os ditos “normais” democratas paralisam, ou fazem o que não deve ser feito. Os exemplos têm sido vividos em toda a Europa, nestes mais recentes anos.

Ficará sempre por esclarecer, no íntimo de cada um e fora das “redes sociais” e de alguma comunicação social que a estas se cola, se de facto o Daesh teve aqui o “seu” condutor neste camião, ou nem por isso. Hoje temos loucos à solta — por todo o lado, em todo o lado — sem regras, até fazendo de “conta” que seguem Religiões ou Orientações Políticas e “isto” permitir-lhes fazer barbaridades, atrocidades que mais podem não ser que para se orientarem ou fazerem-no a “mando” de que tem poder ou poder quer ter!  Talvez seja indispensável e urgentíssima uma maior proximidade/verdadeira, de todos os políticos por todo o lado, que são eleitos por nós, às Populações, uma maior franqueza, uma melhor reputação. E sentir-se – o que não estão a acontecer — que estão na política, não para se governarem ou ficarem bem quando saírem, mas por terem alguma “coisa” para fazer aos outros. Ou “isto” vai descambando para as extremas — e geralmente à força —, com as iniciativa ou apoios explícitos do Daesh, ou com este de arrasto, por estar a perder o terreno onde esteve instalado e para existir seja onde for, só saber matar para sobrevir, não sendo o único!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 21/12/2016