Deixemos de falar de Trump e conversemos sobre políticas globais

 

Talvez depois de se achar que os americanos não seriam capazes de eleger Donald Trump para Presidente dos EUA, mas quiseram-no, nada há a fazer, logo o resto do mundo deve deixar de falar na figura do Presidente, mas unicamente nas suas políticas. Esquecer o cabelo, as poses, a mulheres, e saber pensar, no que uma totalmente diferente política — actual — nos EUA pode fazer ao Mundo. O que pode fazer aos EUA, compete aos americanos, se forem a tempo, assumindo que não terão feito provavelmente a melhor escolha, ou fizeram. Para o Mundo, interessa estar a prever qual o nosso futuro, tendo que assumir que a maior potência mundial hoje com estas políticas não deve ser um projecto mundial. E por muito que nós Ocidentais tenhamos largas ligações aos EUA, se estes se fecharem não temos como as abrir, mas também não temos que desaparecer, logo, teremos que escolher outra via. E aqui seria de pensar não só mas também na China, no Japão, na Austrália, no Canadá, na Índia, e claro olharmos, aqui, pela nossa Europa que não vai nada bem.Se os britânicos quiseram optar pelo Brexit, lá saberão o que fazem, e, quiçá ainda se vá a tempo de fazer pensar os franceses que o Frexit não será o melhor para eles, e que fazem parte da Europa ainda não radicalmente desunida, e claro a Hungria e outros que andaram mais encostados a Leste devem saber ser democráticos.

Assumindo até que o Presidente dos EUA tem uma figura mais normal — o que possa cada um achar de normal — vamos para o conteúdo das suas políticas, essencialmente o isolamento, o proteccionismo e fechamento. Pronto é isso que os americanos escolheram, vamos nós, o resto do Mundo seguir a nossa via. E com todas as dificuldades que temos na NATO por nesta ainda estarem os EUA, o Reino Unido e até a Turquia, teremos que rever o que melhor para todos fazer. E se alguns destes atrás referidos acharem que nada estão na NATO a fazer, saiam e façamos os que ficarmos, melhor do que de facto temos feito. Quanto a acordos bem estruturados se não podem ser feitos entre a Europa e os EUA, e estes e outros países, temos que compor vias alternativas com os restantes países. Como os EUA estão a querer “sair” de todos os compromissos com todos os outros países e continentes, façamos os que ainda queremos fazer, relacionamentos e sem EUA. E deixemos em paz os EUA, o seu Presente e façamos o nosso caminho e se o mundo se agrupar não contra os EUA mas para pior não ficar, seguem os EUA a sua via e o resto, seguimos a nossa. Mas estar todo o tempo na angústia de ver se a política dos EUA melhora, talvez não eficaz e o bom caminho. Esqueçamos Trump deixemo-lo com e para os seus americanos e façamos a nosso percurso sem contar com deles!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 8/02/2017