Demolir a casa onde Hitler nasceu será apagar a História!

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Segundo as autoridades austríacas “O edifício da antiga estalagem oitocentista onde Adolf Hitler nasceu em Braunau-Am-Inn na Áustria, vai ser demolida para evitar que se torne num santuário neo-nazi.” E, podemos também saber que “a casa amarela, localizada em Braunau am Inn, uma cidade do Norte do país, está vazia desde 2011, altura em que se iniciou uma disputa legal entre o Governo e a dona e moradora do edifício.” Como é evidente a demolição do edifício onde nasceu o austríaco, criminoso inqualificável Adolf Hitler, nunca deveria acontecer, “isto”, parece sempre a solução mais fácil, arrasa-se e fica desfeito, põe-se lá qualquer coisa diferente, com umas tabuletas e pronto, foi-se a Memória e a História. E faz-se de conta que se acaba com os neo-nazis! Ainda bem que este tique demolidor ainda não chegou aos espaços de tanto dor/horror, que foram os Campos de Concentração, Morte, tortura, criados pelo mesmo Hitler e “governados” pelo seu Himmler. A não ser que estejam reservados para ser reactivados! Esperemos que nunca, pior nunca a razão seja esta! Sendo que os 17 mil residentes de Branau debatem o destino a dar à casa. E, alguns defendem a construção de um centro para refugiados, outros sugerem um museu dedicado à libertação da Áustria do domínio nazi. E, parece que ainda há quem tenha por lá algum bom senso, ou até só “senso comum”, dado que várias organizações culturais estão contra a demolição argumentando que o edifício faz parte do centro histórico da cidade pelo que deve ser protegido.

Como é evidente seria de o Governo austríaco retirar — pagando, evidentemente — a casa aos seus proprietários, e deixá-la intacta, como o local onde “apareceu” alguém que nunca deveria ter nascido. Por vezes morre, quem não deve antes do tempo, como nasce quem nunca por cá deveria ter andado, mas nunca é razão para esconder, apagar, demolir. Mas foi verdade, e Adolf Hitler nasceu e fez muito mal, e não se pode apagar deitando tudo abaixo, antes pelo contrário. E, tal como muito bem feito com a reedição recente, este ano com anotações, na Alemanha, onde estava proibida de Mein Kampf — A minha Luta — desse mesmo Hitler, tudo deve, tem que ser, muito bem explicado a todos, o que um maléfico/assassino, pode fazer e como pode aparecer outro e repetir. E não é demolindo, escondendo, fazendo de conta que não aconteceu, ou tendo medo dos neo-nazis que se vai evitar que os putativos seguidores de Hitler que por aí espreitam deixem de o fazer. Faça-se com que as Pessoas, todas, voltem a saber pensar por si, não se desfaça ainda mais o “pensamento” ou formatize-se tudo ao mesmo. Não. Assim vamos recuar décadas e décadas e embrutecer, ainda mais. Não foi por proibir a burka, que não aconteceram atentados jihadistas em França. Haja bom sendo, explique-se a História reavive-se a Memória, faça-se uma ponte entre o passado, o presente e o futuro. Ou não!!!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 18/10/2016