Donald Trump e Kim Jong-un: o prazer perverso de “brincar” com o mundo

As coincidências existem por todo o lado — todos as vemos de quando em vez, vivendo — e cá estão “elas” neste ano 2017 a nível mundial, mas, podendo causar mais danos do que os imagináveis, há pouco tempo atrás. Nos EUA, os americanos encantaram-se ao eleger um egocêntrico, infantilizado para Presidente, que ao longo da vida foi gerindo empresas como se brinquedos fossem e agora tem os EUA na sua mão e está a actuar de forma idêntica.Na Coreia do Norte há uma “sucessão” de egocêntricos que querem ser adorados pelo “seu povo” , e esta veneração permite-lhes não só dizimar esse mesmo povo fanatizado, como poderem morrer os próprios, desde que fiquem para a História, apesar de hoje, ser de Memória curta.Estando estes dois “loucos” à solta, temos hoje a vantagem de, à frente da ONU, estar António Guterres que tem desde sempre na ONU feito um excelente trabalho, mesmo previamente a chegar a Secretário-geral, muito melhor do que quando PM do nosso País, mas que se está a ver aflito para lidar com estes dois irracionais.

E claro que, pelo meio, outros mais ou menos imoderados — dizem-nos que todos “o” somos um pouco e deve ser verdade, o pior é quando têm poder e não o sabem utilizar correctamente — à sombra daqueles dois, vão tentando criar confusão, a ver se saem a ganhar caso algum daqueles, perca. E “esta” vaga, que é repetida ao longo dos séculos pela hegemonia de uns quaisquer sobre muitos outros, hoje, está representada e mal, por quem “manda” na Rússia, na Turquia, na Venezuela, na China, e até no Brasil, mas não só. Pelo meio uma Europa que já foi a centralidade do Mundo e hoje anda à deriva, entre nacionalismos desatinados, isolamentos inconsequentes, e uniões fictícias, que não se concretizam, estas, por muitos não quererem e outros nem saberem como “o “ fazer.

Vamos ter que esperar e ver, se Kim Jong-un da Coreia do Norte não dispara um míssil que, por acaso, ou nem por isso, causará graves danos a outros e  Donald Trump  não se lembrará de ripostar e criar zonas completamente inóspitas, para demasiados. No fundo, nenhum dos dois tem nada a perder, dado que são como as “crianças malcriadas”, que fazem sempre o que querem sem medir as consequências. E aqui e hoje, com estes dois, que não se moderam, nem o querem fazer, se derem cabo de uns milhões de pessoas, podem ir a seguir, que já fizeram gloriosamente o que nunca deve ser feito, mas que reiteradamente o ser humano faz. Como escrevia Anne Frank “… enquanto os homens respirarem e viverem, sempre terão brigas e, quando houver paz, voltarão a brigar”. Hoje, século XXI, com Donald Trump, Kim Jong-un e outros, põe-se o problema se demasiados deixaremos por todo o lado de respirar e viver!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 21/09/2017