A influência da Igreja Católica e da Protestante na Europa

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Ao estar a fazer 500 anos em 2017, sobre a “efectuação/implementação” do Protestantismo na parte centro/norte da Europa, é-nos possível verificar que nesse ”mesmo” tempo essencialmente em Portugal , Espanha e Itália, a Igreja Católica de Roma manteve o seu “isolamento”, e talvez seja possível “examinar” já desde “aí”, algumas fortes diferenças entre Norte e Sul da Europa. Em Portugal e Espanha o protestantismo só “entra” em finais do século XIX, mas trazido “já” por ingleses, franceses, e até alemães que se tinha cá instalado. Não precisamente numa corrente pela moderação da pompa e riqueza da Igreja de Roma, como aconteceu a Norte e Centro Europeus. Já era um protestantismo, com mudanças que os anos, os séculos fazem “mudar” não o inicial. E convirá “pensarmos” que só há 200 anos é que a Igreja e o Estados se foram separando por toda a Europa, logo, a influência de um no outro era permanente, eram interligados.

O Protestantismo, com Lutero na Alemanha e com Calvino na Suíça, fez pensar. Algo que mais a Sul não aconteceu, deixamos, nós, que outros o fizessem por nós. E factos, são factos, são realidades inegáveis, basta querermos “olhar” a História. E talvez, de certeza, muito do desenvolvimento que mais se fez a Norte e Cento que a Sul, tem muitas ascendências das Igrejas. E claro também do clima, mais frio em cima, mais propicio a estar-se em casa e reflectir, e mais quente em baixo, mais propicio a estar na “rua”, para o relaxamento. Mas a Religião formatou muitas regiões, diferenciou-as, para o bem e para o mal. O Norte não tem tudo de só “bom”, como o Sul não é só “mau”. Mas a influência ficou e não sai. E por exemplo na Rússia, na Grécia as respectivas Igrejas Ortodoxas, com os seus rituais muito fechados e sem qualquer evolução, também deixaram os seus traços. Sendo todas o Igrejas Cristãs, logo a base é a mesma, o resto é que foi ficando diferente.

A Igreja Ortodoxa é muito “impenetrável” e implicitamente também não abriu mentalidades. A Igreja Católica de Roma foi sempre de “impor”, pelo medo, pelo pecado, pelo inferno, tendo começando a mudar no século XX. A Igreja Protestante aparece dentro do Cristianismo para fazer pensar se a pompa e circunstância que na altura se vivia em Roma, e não só, era o que uma Igreja pretendia para os seus. E fez pensar, e não era para criar divisões, mas para remodelar e ficar tudo melhor. Não tendo sido possível, dividiu-se o Cristianismo em Norte e Sul, e as influências estão aí, estão aqui. Hoje, não estamos a conseguir superar estas diferenças, e continua o Norte mais desenvolvido, a pensar mais que o Sul, e nota-se em tudo e em todos, e não parece ser este século XXI que vai trazer a mudança a uma Europa Unida que não tem que ser igual, que não tem que ser uniforme, mas teria que ser agregada, mais desenvolvida e todos a pensarmos mais até aqui em Portugal, ou não!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 10/05/2016