Kristalina Georgieva, agora no Banco Mundial

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Kristalina Georgieva, não na ONU, agora, no Banco Mundial! De facto a transparência, limpidez, clareza de princípios em grande parte das Instituições Mundiais, não é de todo “límpida”. E o caso mais recente, flagrante e nada cristalino é o da Comissária Europeia, Kristalina Georgieva, que agora “arranjou “ um belo emprego no Banco Mundial, depois de ter tentado atrapalhar em cima da hora António Guterres na eleição para Secretário-Geral da ONU e ter perdido! Por certo, todo este percurso “feito” com o apoio do seu superior na Comissão Europeia, Sr. Juncker, da Frau Merkel na Alemanha, e de muitos deputados Europeus do PPE, a que não escaparam compatriotas nossos. De facto, os casos sucedem-se e com total falta de “vergonha”, dado que se praticam actos que são de uma falha de dignidade para quem os pratica — se a tiverem — mas essencialmente são um espanto e quase uma “dor”, para quem “cá por baixo”, anda a tentar fazer tudo bem, seguindo todas as regras e princípios de boa conduta em sociedade. E todos os dias “olha para cima” e ver exemplos assustadores e que incitam a fazer tudo o contrário do que em consciência, pensa dever fazer.

Este caso não é único, não é o primeiro, não será o último, mas não deixa de “demonstrar” ao ponto a que chegaram os interesses próprios de tantos que ocupam alguns lugares, unicamente como trampolim para outros bem melhores, com o “total” compadrio sempre dos mesmos, que o mesmo esperam, ou já algo de semelhante fizeram. E infelizmente, também temos portugueses nessas “calhas” desde ex-ministros cá dentro, a outros que pela Europa andaram, no mínimo é “feio” e no máximo é indecoroso. Mas sem dúvida, a cereja em cima do bolo deste “estado em que nos deparamos”, é agora, da búlgara Kristalina Georgieva, que no máximo do seu vedetismo — e interesse próprio — não tem qualquer problema em candidatar-se, fora de tempo, da Comissão Europeia ao lugar de topo na ONU — coitado do António Guterres, no que se “foi meter” —, e, perdendo estrondosamente, então, vai directa para o Banco Mundial. Isto não é decente, isto não devia ser de modo algum permitido. Claro que, os próprios, as próprias, nunca deveriam aceitar fazer tais percursos, mas por certo que quando começam as trajectórias que os/as levam aonde chegam, já tem tido programado e controlado desde o Plano A, B, C, D, quando falha um, há sempre o outro! Que decadência indecente esta, neste tempos estranhos que estamos a viver, para que se criaram-se com bons intuitos tantos organismos, no pós -guerra: a ONU, o Banco Mundial, o FMI, a NATO e tanto mais, depois dá nisto! Que mau! Será necessária nova Guerra Mundial para voltar a haver decência!?

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 2/11/2016