O Ministro das Finanças alemão e a sua arrogância “autoritária”

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Quando a Desunião Europeia continua a não saber — muitos políticos de 5ª categoria por lá vagueiam — fazer nada para não nos implodir de vez. Quando o poder Europeu tem mais força em Berlim do que em Bruxelas. Quando a Frau Merkel deixa o seu Ministro das Finanças — o eterno e omnipresente Schäuble — dizer o que ela pensa, mas não convém que “ela “ diga. Quando ele — Schäuble — feliz e contente, reforça o amesquinhamento dos países do Sul europeu. A Europa tende a desfazer-se! Quando o mesmo Schäuble e a sua chefe, não têm vontade de “obrigar” a Grã-Bretanha a activar o artigo 50º do Tratado da União Europeia, para não perderem um cliente dos produtos que fabricam e um dos maiores contribuintes europeus na NATO, ameaçam Portugal de nos colocarem pior que a Grécia. E quanto mais divisões territoriais se “implantarem” nesta Europa em decomposição, mais esta se decompõe.

Poder-se-á “tentar”, desculpar, o senhor — se “ele” tiver algum espaço para ser desculpado por ter eternas vontades de ser ditador — ao ameaçar uma vez mais Portugal, agora não com sanções pelo deficit de 2015, mas com um 2º Resgate pior que o primeiro, para não se ter que pronunciar abertamente, antes de Setembro sobre o Brexit. Mas convenhamos que é muito mau, haver esta vontade impiedosa de amesquinhar, de recordar posições hitlerianas, agora com um alemão e já não tendo que ir “buscar” um austríaco. Aprenderam com este, como ser outro, verdadeiro Adolfo! Claro que nós, países do Sul, onde, até com excessivo atraso cá chegou o protestantismo – a França fez a barragem, impedindo-o —, fez-nos atrasar a nossa forma de pensar, podendo ser umas causas de nos cuidarmos menos que os do Norte, com tudo o que “isso”, nos prejudicou. E deixamos andar, não sendo pontuais, não sendo lá muito organizados e de facto termos “gasto” dinheiro não nosso, não na Economia e no Emprego, mas noutras “coisas de dar nas vistas”. Estão ai ainda as “dar nas vistas”, mas sem utilidade!

E, tal inclui muitos automóveis alemães, até submarinos alemães, ou seja ajudámos o crescimento do PIB do Sr. Schäuble. E vê-lo com ar de déspota a ameaçar-nos de nos pôr a “pão e água”, por não termos, hoje, o Governo que Sr. Schäuble gostaria que “não” tivéssemos, e por nos terem aplicado um primeiro resgate demasiado teórico e não funcional, no mínimo é vergonhoso. Haja algum bom senso nesta Europa podre, ou de facto vamos desconjuntarmo-nos de uma vez, e, por muito séculos e nem o Sr. Schäuble e a Frau Merkel terão espaço de sobrevivência. Como é evidente temos que saber gerir melhor o nosso quotidiano, temos que saber criar mais economia e mais Emprego, falar menos e fazer mais, e não podemos ir aos exageros de alguma esquerda, que parece demasiado nacionalista ao defender a nossa soberania, quando precisamos do dinheiro dos outros, para sobreviver. Mas, isto do gozo que o Sr. Schäuble tem, em humilhar/oprimir/achincalhar o sul da Europa, é mais um dos tiques hitlerianos — e nem aí felizmente tem competências para conseguir chegar, nem isso sabe — que outra coisa qualquer. Façamos todos o que deixou de ser feito nestes últimos 20 anos a favor de uma Europa melhor, Unida e com humanismo. E cá dentro menos a dar nas vistas e mais força noutras competências!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 28/06/2016