O nacionalismo vai fazer a Europa regredir

 

Se nacionalizarmos os Estados Europeus regrediremos séculos. Se a Desunião Europeia não souber como muito rapidamente se reformular, mesmo com o Brexit em curso — querem sair, saiam — e a ter que “meter” na ordem a Hungria, a Polónia e talvez mais um outro País, que não do Sul, iremos regredir séculos. Hoje, estamos numa encruzilhada em que podemos regressar a 2016 ou então evoluir unidos e muito bem a 2020. Só a Europa saberá o que quer fazer, se tiver “gente” capaz para o fazer, Unindo-se e não o contrário. Com deveres e direitos para cada Estado mas nunca individualizando, antes unindo. Nunca esquecendo a História de cada um e como aqui chegámos mas, agora, fazendo tudo por uma unidade num tempo global e não individual. Num tempo de Unidade e não de pequenas Nações. Fazer funcionar, de facto, instituições financeiros  e não só, comuns e democráticas, sem privilégios a Norte ou a Sul, mas com transparência, seriedade e sem “pavões” a quererem dar nas vistas, dado em mais nada serem competentes para bem-fazer. E apesar da onda “populista” que varre o tempo actual, da pós-verdade, em que se repetem mentiras — não verdades —, tal como no tempo de Hitler, até à exaustão que passam a verdades, verdadeiras, tem que se saber ganhar a credibilidade “efectiva” para a unida de sucesso.

Num tempo em que a Rússia procura voltar ao tempo anterior à União Soviética, com Putin a querer ser Czar, a China tenta tudo para se alargar de forma a não deixar espaço a ninguém em seu torno, e, os EUA escolheram um auto-cêntrico para os presidenciar/governar, e que se baseia na pós-verdade para o fazer. Temos nós, Europeus, que fazer diferente, e unirmo-nos, neste tempo aberto ao global! A Turquia com Erdogan entrou numa era de total fechamento, estando a caminho de um eterno Presidencialismo, de tipo anti-democrático. Com todo este “caldo de confusão, de individualismo, de egoísmos, de fechamentos”, a Europa ou se une ou de verdade, ou o nosso retrocesso será escandaloso, e iremos todos penar e muito. Até a Alemanha! Sair da União (desunida) Europeia, sair do Euro (apesar de mal iniciado) seria loucura para qualquer País que está dentro. Estar a seguir um caminho como tem acontecido, ou seja, a navegar às vista também não vai resultar, mas de facto o tempo será de unir, ir em frente, fazer melhor, assumir direitos e deveres, ter regras bem-feitas e segui-las. E, tentar resolver problemas demográficos de velhice e falta de jovens, não forçosamente fazendo filhos à força — como em tempos foi o inverso com a China do filho único —, mas deixando entrar migrantes que queiram ser integrados, e ir em frente, ou recair e regredir muito, demasiado. A NATO terá que valer outras atenções, mas se a Europa se unir, os parceiros Turquia, EUA e Reino Unido, fora ou dentro serão “problemas” sanáveis.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 5/04/2017