Não confundir refugiados ou migrantes com assassinos

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Por vezes, demasiadas vezes, temos grande dificuldade em pensar pelas nossas cabeças sem nos deixarmos intensamente influenciar pelos pensamentos “feitos”, de quem achamos ter ideias semelhantes às nossas, e essencialmente, sempre razão. Por vezes, demasiadas vezes, quando pensamos, quando o conseguimos querer fazer, não é fácil, fazemo-lo a “quente” com excessiva emoção e sem distanciamento necessário, o que nos turva a razão. Por vezes, demasiadas vezes não conseguimos olhar de fora para um “assunto”, não conseguimos ou não queremos fazê-lo de forma diferente do que está estipulado. Assim, estamos com uma tremenda dificuldade em distinguir refugiados e imigrantes, de Assassinos.

Refugiados fogem dos seus países por lá lhes ser totalmente impossível continuar. Por lá estarem condenados a morrer. Não têm recuo, não têm País. E como estamos de Memória curta, nos queremos esquecer que Hitler, quando se tornou senhor poderoso do “trono” da Alemanha e de alguns outros países Europeus pela força das armas, criou ondas de refugiados, e o nosso Pais recebeu bastantes, onde se inclui a minha família. Se calhar deveriam ter ficado na fronteira, engradeados, não fossem cá “meter” alguma bomba. Não “meteram!”, nem eles nem tantos outros! Migrantes são pessoas que saem do seu país em direcção a outro, livremente, em processo de pesquisa de melhores condições de vida. Têm recuo, tem vida no seu país.

Assassinos são “bestas humanas”, que torturam, matam, fazem sofrer outros Humanos, porque sim, porque são “bestas humanas”, porque são assassinos. Refugiados e Migrantes têm que ter toda a nossa atenção, os primeiros sendo acolhidos e rapidamente integrados entre nós, mas não com viagens isoladas a “buscar” uns quantos, antes, de forma organizada
num todo, os segundos, civilizada e educadamente devem ser remetidos aos seus países, uma vez que esses têm recuo possível. E aqui não esquecer os nossos concidadãos que estão a emigrar, para outros países em busca de melhor qualidade de vida e não estão a ser devolvidos aos pontapés! Nem fechados atrás de grades! Quanto aos assassinos tem como tal que ser tratados, e podem ser portugueses, austríacos, franceses, alemães, americanos, sírios, turcos, de todas as nacionalidades, porque sim, são bestas humanas, que as há em todo o lado.

E como “agarram-se “ de forma totalmente errada a uma religião e sem nexo nem causalidade matam, matam, matam, Pessoas! Estes são uma pequeníssima percentagem mas um tremendo um perigo, têm que ser apanhados, julgados e ficarem para a vida aprisionados em prisões de alta segurança. E deixemo-nos de falsos moralismos colocando tudo no mesmo saco, erguendo muros, arames farpado, alimentandos Pessoas, como tantos nem aos seus animais de estimação fazem, ou expulsando-os, espezinhados. Assassinos são uma coisa, refugidos e migrantes são Pessoas como nós!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 18/11 /2015