Não é necessário falar tanto de Trump! Siga-se outra via que não a dele!

 

Donald Trump é o actual Presidente dos EUA e que lá chegou por votação — independentemente do sistema americano estar feito para que alguns Estados, mesmo com mais votantes, contem menos, logo, mandem menos —, não de assalto, mas por ter sido eleito democraticamente. Este é o actual Presidente dos EUA. Ponto. Sendo uma pessoa demasiado egocêntrica e narcisista, logo gosta de si mais cem vezes do que qualquer pessoa que — de momento —, lhe possa estar mais próxima. Por isso se faz filmar, televisionar a todo o minuto a fazer o que quer que seja, a mostrar o que assina, como assina, quem o rodeia, quem lhe empresta a caneta azul. E quanto mais for falado, mais quererá sê-lo. É daquelas pessoas que tendo um “ego” extensíssimo tem que estar sempre na ribalta e já percebeu que quanto mais alvoroço provocar mais vai aparecer, e quanto mais aparecer mais escândalos vai provocar. Não há forma de “isto” contrariar, sem ser deixando de lhe dar tanta atenção e esperando que isso não implique ele lançar a bomba “atómica”. Também se auto-destruiria! E se os restantes países e continentes, e no caso concreto a Europa — que anda à deriva há imenso tempo — deixassem, como Trump, de fazer muros e se unissem, estariam a fazer um bom trabalho contra o que este quer, que é tudo colocar a girar em seu torno, tudo devastar em seu redor, para parecer que é o melhor.

A política isolacionista que vai seguir — e vai mesmo — se for animada pelo medo dos restantes países do Mundo, é uma vitória para Trump. Se, pelo contrário, todos os restantes países continuarem o seu caminho, continuarem em frente, e, principiarem a deixar de assumir os EUA como a primeira potência mundial, dentro de um ano Donald Trump terá dado cabo dos EUA. O que para o próprio é totalmente indiferente, dado que — se isso visse a acontecer — diria que a culpa foi dos outros, nunca dele. E o não dar o relevo desnecessário a Trump seria a Europa unir-se, todos os países da NATO repensarem-na a sério, numa hipótese de saída dos EUA, sem problemas. Deixar a Grã-Bretanha ou Reino Unido seja o que for, aliado dos EUA, e assim bem se entenderem. A ONU com António Guterres à frente,  a conseguir fazer outras pontes mais consistentes com todos os restantes países membros, e reformulando-a ao século XXI, no seu próprio funcionamento, e com vontade de estar ou sair dos EUA. Construir parcerias entre vários continentes, vários países, que possam ter que “não passar” pelos EUA. E deixar Trump nos seus EUA, a fazer o que quer fazer, para isso os americanos o elegeram, dado que teve algo de muito honesto: sempre disse ao que ia. E os americanos assim o quiseram, têm o que escolheram. O resto do Mundo acha que o homem é tolo, o problema visto pela óptica de Trump é do resto do Mundo, e nunca dele. Logo, o resto do Mundo tem que se fazer à vida sem os EUA, tal como este pretende. Difícil, claro que sim, complicado claro que sim, mas deixar Trump à solta será por certo pior!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 28/01/2017