O não perigo dos “refugiados” para os “nossos desempregados”

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 
Entre os vários nonsense xenófobos que são repetidos várias vezes até parecerem puras verdades, referem-nos que, o possível acolhimento – planeado e organizado – de Refugiados na Europa e no nosso País, para além de outros “inconvenientes” – Islamismo – são um grave perigo para os nossos, infelizmente demasiados desempregados, dado lhes irem “roubar” postos de trabalho. Haveria, antes de mais, necessidade de distinguir Refugiados – que pelas mais diversas razões, inclusivamente o risco de vida, não podem regressar aos países de origem – de Migrantes – que, unicamente, saíram dos seus países em procura de melhor emprego, melhores condições económicas. No primeiro caso e o único que nos deve verdadeiramente “ocupar”, feitas as devidas triagens de forma organizada, e planeadamente acolhidos como Refugiados, “incluídos”, e conseguindo-lhes trabalho que muitos cá, já não querem fazer, e não só varrer florestas! Os migrantes, terão sempre direito a um bom tratamento, mas correcta e rapidamente devem ser devolvidos aos seus países de origem, dado lhes ser possível lá viver, e trabalhar.

Se iremos receber, com todas as dúvidas face a este não funcionamento adequado da Desunião Europeia e de demasiados “jardins” neste nosso País, 3000 refugiados num período dilatado de tempo, com ajudadas da dita Não-União Europeia. E, que progressivamente entrassem no mundo de trabalho, não iriam ser quem afectaria os 450.000 portugueses, aqui e agora desempregados, para além de porventura se sujeitarem a fazer, o que nós não queremos. E muitos trazem conhecimentos que até podem ser cá bem aproveitados, se assim o soubermos e quisermos fazer, mas nunca os “excluindo”, antes bem os “incluindo”. De resto como bem o soubemos fazer nos anos seguintes a 1974 com os Retornados vindos das ex-colónias. E o que são 3000 Pessoas, num período que ainda nem sequer está definido, comparativamente ao milhares de nossos concidadãos que têm vindo a sair nestes 4 últimos anos do nosso Pais, por cá não conseguirem trabalho? E têm sido decentemente “acolhidos lá fora”!

Esperar que se discuta politicamente cá e nesta Europa esfrangalhada, os nonsense, é chover no molhado e nada resolver. Adiar, adiar, e cada um fazer o que lhe apetece! Criar muros e esperar que os mesmos façam o que nós não sabemos fazer, é isolarmo-nos num mundo e num tempo global. Claro que o problema teria e terá que ser resolvido na base, na origem, ou seja na Síria, e como a Europa não o sabe fazer talvez as conveniências, próprias, de países como os EUA, a Rússia e a China, o façam. E entretanto, saibamos criar Economia – cá dentro do nosso País  – criar Postos de Trabalho para nós de cá, e para os 3000 de fora que virão, e mais de todos os lados possam querer vir, como também lá fora os procuramos, e procuraremos!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 2/10/2015