O Parlamento Britânico deixou o “Brexit” a meio, mas a UE devia ser determinada a concluí-lo

O Parlamento do Reino Unido aprovou em 22 de Outubro de 2019 a primeira fase da legislação relativa Acordo de saída da União Europeia, o que aconteceu pela primeira vez nas já longuíssimas negociações do “Brexit”. Os deputados disseram concordar com o princípio do Acordo que Boris Johnson negociou com a UE. No entanto, necessitariam fazer uma análise mais detalhada sobre a proposta de lei do Governo britânico que vai ser a base da saída da UE. Assim, os deputados declinaram a parte em que o Primeiro-Ministro, Boris Johnson, pretendia tudo resolvido ainda esta semana, para que se tornasse possível o “Brexit” a 31 de Outubro. Boris Johnson, como seria de esperar, passou a responsabilidade para o Parlamento e a UE. E assim fica também o ónus da culpa do lado da União, se tudo correr mal. 

Esperemos que a União Europeia tenha o bom senso de decidir algo que não poderá ser mais alterado, o que não tem acontecido nestes últimos tempos. E se imperativamente — por exemplo num prazo até dia 10 de Novembro de 2019 —, o Reino Unido não sair da União Europeia a bem, sairá a mal. E isto já é exagerado / exageradíssimo, mas seria a última oportunidade dando mais 10 dias aos senhores e senhoras deputados(as) britânicos para se entenderam, bem como ao “speaker” do Parlamento que passa o tempo a gritar “ordem”, “ordem”. Se a 10 de Novembro de 2019 ainda estiverem indecisos e sem o Acordo aprovado,  já estarão fora da União Europeia a 11 de Novembro de 2019. A Europa tem mais, muito mais, com que se preocupar do que com o Reino Unido que não sabe o que quer para o seu futuro.

© Augusto Küttner de Magalhães,  23/10/2019

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