Os imigrantes e o respeito pelos valores do país de acolhimento

 

O problema dos “migrantes” essencialmente dos “muçulmanos” mas não só, está na ordem do dia. Indirectamente, ou talvez não, originou o Brexit, criou o Trump, e à “tangente” não aconteceu na Holanda, mas pode dentro de poucos meses erguer Marine Le Pen, em França. Quem “isto” escreve, sempre foi e quer continuar a ser em favor da entrada em “toda” a Europa de pessoas vindas de fora, independentemente do “cor, e uso de símbolos políticos, filosóficos ou religiosos”. E, sendo descendente de mãe austríaca “refugiada” em Portugal em 1938, fugida de Viena para não morrer às mãos do também austríaco — mas a comandar a Alemanha — Adolph Hitler, foi bem acolhida cá, para além do regime na altura vigente, fazendo-se neutro, gostar do “social-nazismo!”. E, sendo judia, fugida a Hitler, para um Pais assumidamente Católico de Roma, não era fácil. E não foi pouco depois, quando tantos “refugiados” foram barrados, e não entraram, além dos enormes problemas que teve o nosso Embaixador em Bordéus por ter sido Humano e Boa Pessoa.Mas quando cá chegaram mãe e sua mãe em 1938 fizeram tudo para se integrarem, sem deixarem de ser quem eram. Estavam e ficaram no país de acolhimento até à morte, prematura no primeiro caso!

O “movimento” que se vem a efectuar para a Europa de “migrantes” de fora desta e não só, também de países de Sul Europeu para do Centro e Norte, desde os anos 70 do século passado foi um pouco diferente do que aconteceu do Norte /Centro para o Sul antes e durante a II Guerra Mundial.Sem preconceitos, para se analisar com verdade, diga-se que houve uma vinda de pessoas mais evoluídas e depois o que foi feito em sentido contrário, era de menos instruídas! Esta situação dentro da Europa alterou a partir do nosso actual século XXI, que passou a “exportar “ de sul para Norte e Centro gente muito culta! Sendo que, essencialmente todo o movimento que se efectivou para o Norte e Centro da Europa durante a segunda metade do século XX, criou nos locais/ países de residência pessoas não integradas, em muitos casos por os esses países receptores não terem pretendido “integrar/absorver” e em alguns outros, por quem foi querer manter-se à parte! Criaram-se demasiados guetos, explosivos, hoje! Motivos de populismos e pensamentos anti-imigrante, hoje. E nesta segunda metade da segunda década do século XXI, “isto” está a criar um amontoado de problemas, como todos sabemos, e que pode tomar proporções graves e descontroladas.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 19/03/2017