Os verdadeiros refugiadas e como os acolher na Europa

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

Primeiro temos que tentar conseguir “distinguir” Refugiados de Migrantes económicos, e depois acolher, de facto, os primeiros. Segundo, a Europa, se não que desintegrar-se de vez, só pode fazer reuniões – rápidas e concisas — entre si, se forem sérias e com um “verdadeiro desígnio” em comum, salvar-se como Europa Unida. Tudo o resto é dar cavaqueira a quem tanto gosta de a ouvir e difundir, que são hoje a maioria dos media. Assim, importa realçar, um Refugiado não é um Migrante (económico), dado que este último sai da sua Terra à procura de melhor trabalho, só. Quanto ao primeiro, o Refugiado, sai da sua Terra uma vez que é “ obrigado a fazê-lo” por não ter como regressar, quer por lhe terem desfeito tudo o que tinha, quer por lhe ameaçarem a vida — ou seja, arrisca-se a ser assassinado —, se regressar. E aqui tem que haver uma triagem séria e honesta à entrada do Espaço Schengen, para isso foi “este” criado.

Assumindo que os Refugiados de modo algum terão que ser proibidos de continuar a seguir a sua Religião, os seus costumes, mas, não anulando “estes” tem que querer e saber integrar-se nos nossos países — Europeus — de acolhimento, e nunca serem postos ou ficarem em guetos. Não se vai proibir a burqa, como não se vai deixar de expor símbolos do Cristianismo. Não se vai obrigá-los a comer carne de porco, mas não se vai deixar a ter bem exposta nos locais de venda, e de comida a carne de porco. E bem comê-la, a sempre que o queiramos. E os Refugiados não vão ter que deixar de falar as suas línguas, bem pelo contrário, mas terão que fazer um escorço por também falar a do País de acolhimento. Não vamos ter que tirar “direitos” por sermos — se o queremos de facto ser —, países de acolhimento “nesta “ Europa — mas temos, e à “entrada” do espaço Schengen que explicar que cá também há direitos, e que tem que ser cumpridos por todos, residentes, e refugiados.

E não vamos “dominar” quem entra, mas o inverso nunca. Fora de questão, trata-se de integração em Liberdade, com Direitos mas também como Deveres. E respeitos mútuos! Quanto aos “migrantes” económicos, os tais que unicamente deixaram os seus países para escolherem uma Europa onde possivelmente viverão melhor que nas suas pátrias, têm que ser de imediato colocados em aviões e levados aos países de origem. Sem hesitações, sem faz de conta. E, não se podem conceber muros, para os não deixar entrar ou para cá os fechar. Está-se a falar, a lidar como ser mais importante que existe à face da Terra e não com qualquer outro, estamos a falar de Seres Humanos e como tal devem ser tratados! Mas tudo tem que ter critérios, organização, regras e vontade solidária e unida — e europeia — de o fazer. E não esperar que Turquia faça chantagem com um Erdogan a caminho de ditador. Ou de um Putin desejoso de ser czar. E se o quisermos, já, fazer, se “o” soubermos, talvez sejamos uma Europa com futuro , se não vamos derretermo-nos, e vai ser difícil recuperar o que tivermos uma vez mais destruído.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 26/11/2016