Todos sabem que tanto tem que mudar, mas os offshore continuar!

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 
A cada vez que aparecem informações e são em catadupa, sobre escutas que uns Estados fazem a outros, dinheiro que alimenta a corrupção, o armamento, os offshore e tudo o mais, que hoje flui com imensa rapidez, acorda-se para a realidade. Todos são entendidos em tudo e em espacial no tema “actual”. Os mais visados começam por negar tudo, tudo. Nada com eles. Depois se for numa democracia menos ditatorial “lá cai um”, mas não se entende se pagou o que havia deixado de pagar, se for em Ditadura/democrática, fica tudo na mesma. E, no caso “actual” de 50% da riqueza mundial estar na mão de 1% da população e/ou em offshore, não é de hoje, não é de ontem, não é segredo. Mas, todos os “importantes” sabiam e deixavam andar, não mexendo talvez não cheire mal. E havendo, nós, todos, a maioria que cumprimos “certinhos” os nossos deveres, as nossas obrigações, ainda nada colapsou de vez. E nós, pagamos impostos e está cumprido. E vamos agora dia a dia saber de mais e mais “nomes” de quem tem “pipas de massa” em offshore, e depois? Quem “isso” faz sabe tão bem o que está a fazer, mas essencialmente “sabe-lhe ainda melhor”, e não terá o mínimo pudor de o continuar a fazer. Estranho, talvez ou talvez nem por isso, para que servirá tanto, tanto
dinheiro, nem que essas pessoas vivessem 20 vezes gastariam metade, do que “aconchegaram”. Mas fazem-no e irão continuar a fazê-lo. Dá-lhes “poder”, pelo dinheiro ter! E pouco ou nada vai mudar, quando não mudou até aqui.

A Europa na sua desunião é um exemplo flagrante onde tudo acontece e nada acontece, onde, países que compõe a dita União Europeia conseguem ter “locais” onde o dinheiro está a render mais que noutros, a não pagar impostos. E claro a ir de “comboio” dia a dia às toneladas para lá. Nem será necessário chegar ao Panamá, basta olhar para a Europa, mas não é de Abril de 2016, já tem tanto tempo, mas tanto tempo, e tantos tão, tão envolvidos! E demasiados que deveriam ter actuado não actuaram, e irão agora actuar? Só agora? Seria melhor que nunca, mas será de duvidar! Tantos falam e falam e falam e tudo fica na mesma. Agora, vai-se estar a “moer” este tema, vão surgir nomes e mais nomes, uns que nada espantarão, outros que nem se imaginaria. E depois? O que acontecerá? Por certo muito pouco. Por certo muito barulho e resultados quase nulos, até outro “tema mediático” abafar este! Tem sido assim, e porque haveria, agora, de ser diferente? Mas por “isto” se compreende que todos, no Mundo inteiro, poderíamos ter melhor qualidade de vida, se uns, tão poucos, não se portassem sempre como os senhores de tudo isto em todo o Mundo!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 6/04/2016