Tempos de incompetentes, tempos perigosos

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

A História repete-se mas, como temos a Memória reduzida à semana passada, se não só a ontem, nem sabemos que “assim já aconteceu, ou já nos esquecemos”. E assim, vamos tendo “mandantes”, juntos aos mais diversos níveis de cada País, de muitos países, todos demasiados “incompetentes”. E estamos a viver mais um desses momentos. Quando muitos de nós, já cá andado faz algum tempo, nos foi possível viver em tempos que havia Pessoas a todos os níveis, por todo o lado , como aconteceu a partir dos anos 50 do século passado, que construíam, faziam, não tinham “egos enormes”, e, chegámos aos dias de hoje, que tem demasiados incapazes em todo o lado, custa, custa muito. A Europa está um lamaçal de incapazes, que unicamente se interessam pelo eleitorados dos seus próprios países a ver se não caem do poleiro, e estando em lugares de relevo, muitos sem se entender como lá chegaram em Bruxelas, tratam do seu “eu” e o resto é paisagem.

E, dentro de cada País, as aberrações são “horrendas”. Alguns exemplos de tiques ditatoriais, que pensámos não “terem” que regressar estão aqui em força e a multiplicarem-se veja-se a Áustria, a Hungria, a Polónia, e claro agora em força a Turquia. E por cá, parece que não queremos seguir um percurso que não seja directo ao “fundo”. Assim, o excesso de dinheiro – que não temos – está a ser utilizado a comprar automóveis novos, novos, importados para dar nas vistas, ser fixe, ser mais pomposo que o vizinho, voltou em “grande” e não vemos um único, um só político de serviço das esquerdas ao centro às direitas, a aludir a este problema. Se calhar vão na onda. Excepto, excepto – convirá referir – o Presidente da República, que dá o exemplo, na viatura em que se desloca. Depois cada tema que é “discutido” entre políticos de serviço da Governação ou das Oposições é seguido pelo “jornalismo zombie” até ao limite dos limites, e quanto mais todos e cada um olhar pelos seus próprios umbigos, pelos seus “eu”, pelo seu presente e não pelo País, pela População, melhor, bem melhor.

Quem está no poder, não “o” larga, quem esteve faz tudo, mas de tudo, para regressar, seja a que custo possa “ter” que ser, e serve tudo para atingir estes objectivos. O País é algo que nem lhes interessa, dado que hoje temos os das Oposições a fazer ataques ao Governo, que são ataques claros e vergonhosos ao nosso País, e “isto” para gaudio do Sr. Schäuble. Bem, quando chegamos aqui, vai tudo valer, para tentarem voltar ao poder. Lá fora, na Desunião Europeia é o desastre ao vivo e a cores, com todos preocupados com as “multas ao” Portugal, fazendo de conta que não existiu o Brexit, que tudo vai bem no Iraque, que a Federação Russa deixou de aguçar os dentes para depois da Crimeia, anexar a Ucrânia e o que mais lhes apetecer. Apetecer ao Czar Putin. Parece haver uma multiplicação de incompetentes, de incapazes e de facto com um “jornalismo zombie”, tudo é feito às suas ordens e mando, em seu proveito e sem benefício para as comunidades, e mediatizado ao segundo. E, estes mesmos, felizes e contentes esperam que Trump, a 8 de Novembro, venha a substituir Obama, que será a cereja em cima do bolo de mais um ciclo descendente e calamitoso da História. Estamos cá para ver e, se calhar, muito amargar.

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 22/07/2016