Trump não é outro Hitler, mas é muito desaconselhável!

 
Poucos aspectos são coincidentes entre Adolph Hitler e Donald Trump. Um, sem dúvida é o egocentrismo e o narcisismo, de ambos! Como é evidente, outro Hitler hoje — e não é impossível, mas não será Trump — seria trágico uma vez mais, e muitos como só têm Memória e História ao dia de ontem, ainda não imaginam o que alguém como Hitler nos iria fazer. Estão por aí uns a espreitar! Mas! Sendo que, em Mein Kampf (“A minha Luta”), de Hitler, “mal”, descreve o que pensaria fazer criando uma “raça” pura — ariana — matando todos os que não pertencessem a essa pureza, e lá foram os 6 milhões de Judeus mortos nos Campos de Concentração — verdadeira eutanásia —, e muitos dos que escaparam, foram bem acolhidos nos EUA e ajudaram a fazê-los evoluir. Hitler, tendo sido eleito democraticamente – aqui também coincide com Trump — e, depois, pela força das armas, foi anexando tudo que estava à volta da Alemanha, fazendo-o com o seu País de origem a Áustria em 1938, e cavalgou sempre pela força das armas e da tortura, à conquista de toda a Europa, sem limites. E queria mais expandir-se apresando mais que a Europa de assalto, e depois se veria até onde mais poderia ir. Não conseguiu, mas fez muitas mortEs, muita desolação, muita destruição.

Atraía as “massas” com uns discursos muito inflamados — algo que em Trump é reduzido a “América primeiro” — e punha as SS e todas as forças Militares a servir-lhe de apoio e a obedecer-lhe, fazendo paradas, símbolo do seu poder através das armas! Não se deixou nunca misturar com a População, mas puxou esta para o que pensava serem os “seus objectivos” de crescimento pela força e anexando tudo à sua volta, fazendo acreditar que eram melhores — raça! — que os outros e que por isso conseguiriam vencer! Trump não, em vez de se expandir, claro que estamos noutros tempos e os EUA já são de grande dimensão quer-se aferrolhar sobre si, e quer um total fechamento ao exterior, tentando — ainda para mais num tempo de globalização — dar a ideia de que são auto-suficientes os EUA, e no seu espaço ficarão bem, e resto é paisagem. Não tem ideias, muito menos ideais, que nem imagina o que possam ser, a não ser fazer o que fez toda a vida nos seus negócios, mandando autoritariamente — aqui de facto Hitler também coincidia — por impulsos de momento, e colocando todos à sua volta a bajulá-lo, e se alguém discordar, no tempo de Hitler arriscava-se a morrer, agora fica defenestrado.

Claro que, com indivíduos auto-centrados, em adoração à sua imagem, como é o caso evidente de Trump — enquanto Hitler apesar de tudo teve momentos de depressão e desorientação — fazem tudo e a todo o momento para serem “vistos”, filmados, fotografados a mostrar o que neles — em si mesmos e só em si — mais gostam, com uns quantos subordinados a quase adorá-los. Mas isto aconteceu com Hitler em 1933 e acontece com Trump em finais de 2016 por alguma razão. Não é o acaso. Trata-se de um desacreditar em quem tem poder, em assumir que o mal-estar que se está a passar é culpa única de quem tem esse mando, de quem não governa mas antes se governa. Logo a “primeira tábua de salvação, e diferente, tem que ser apanhada para tentar-se ganhar rumo novo. Por vezes a incultura, a iliteracia ajuda a que estes “senhores” e senhoras no caso — futuro? — de Marine Le Pen saltem para o poder, se bem que antes e agora pessoas mais instruídas também foram na conversa. Como é evidente, “isto” de Trump vai correr mal, para todos que não são para os Americanos, mas vai durar , durar — tem muitas pilhas, mesmo sem marca —, e Trump vai continuar a fazer das suas, dado que de outra maneira não teria sido eleito Presidente dos EUA e gosta de assim o ser. Vai ser mau, mas os americanos lá o colocaram, tal como antes dos alemães ao Hitler. Haja “memória e história” um pouco mais distante, a ver se a Europa, a Austrália, o Canadá, o Japão, a Índia não erram também. Quanto à Europa não está nada fácil! E temos a China e a Rússia, com quem não vai ser fácil de lidar, mas se forem só estes e os EUA, talvez possamos todos os restantes almejar um futuro não tão dramático!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 2/02/2017

 

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