Trump não tem muito com que se preocupar, continuará presidente

 

Estamos todos a fazer de conta que Trump apareceu por acaso na presidência dos EUA, mas não, foi eleito democraticamente, sendo o presidente que os “seus quiseram e querem”. E querem que continue dado haver razões que poderiam, no mínimo, levar a manifestações de protesto devido a possíveis irregularidades na sua eleição, e  no que diz e desdiz em todo lado, essencialmente através do Twitter. Há  televisões e jornais que lhe dão umas espetadelas, mas nada mais. Nada disso o abala! Obama já se apercebeu disso e procura alternativas de carreira, agora vem a Portugal, tal como fez Al Gore, falar das “alterações climáticas” e usufruir de um elevado retorno finnaceiro pago por quem o for ver.

Obama saiu da presidência tendo ganho um Prémio Nobel da Paz demasiado “antes do tempo” e sem deixar alicerces seguros no seu Partido Democrático, para que hoje não fosse um “saco de gatos”, como está a ser. Foi um presidente diferente, inaugurou um tempo em que finalmente a cor da pele não obsta a sê-lo, pelo menos enquanto ocupou o cargo, e foi simpático, mormente bem visto na Europa, mas já passou e pouco deixou do seu legado. E agora Trump continua a “conquistar” os que nele votaram e nele continuarão, sempre a votar. Por mais escândalos que crie ou que surjam de tempos, passados!

Fecha o seu país aos outros, trata com ar superior os que o visitam — e agora tivemos dois líderes seguidos da Europa a fazerem-no —, Macron e Merkel. Faz política interna dizendo horrores do Irão, falando sobre as taxas alfandegárias que vai criando para defender a nação, e isto soa bem aos ouvidos dos americanos. Dentro de dias vai receber Vladimir Putin, com pompa e circunstância, como se nada de suspeito pudesse haver entre Trump e a Rússia. Depois vai falar com o líder da Coreia do Norte e tudo continua em grande. Esqueça-se a deposição de Trump, este vai continuar a fazer o que até agora tem feito sem um mínimo de oposição eficaz, mostrando ao mundo como hoje tão mal se faz política!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 29/04/2018