Trump vai fazer o que prometeu, logo o resto do mundo tem que ser melhor!

Speakers' Corner - Augusto Küttner de Magalhães

 

A eleição de Trump, tal como o Brexit, são más notícias. Mas aconteceram e vão deixar rastos nada agradáveis não só nos EUA e no Reino Unido, mas, fazer ondas de choque por todo o mundo, neste tempo mundializado. Pensar o inverso, é fazer de conta. Trump, por ter um ego que o faz achar-se “único” e que se deve ver matinalmente ao espelho durante mais de uma hora, deve estar a explodir de contentamento por poder a nível mundial por em acção o que tem feito com as suas empresas a nível dos EUA e não só. E não tem sido exemplar o que tem feito. Mas os americanos elegeram-no em Democracia, está eleito. Estar-se a olhar para trás e a conjecturar porque foi eleito, ou não, é perder tempo, os americanos quiseram-no, têm-no e está feito. E vamos todos aguentar com alguém a desfazer a Democracia num País que se esperava mais democrático, e que, pela dimensão, tem influência global. E, se por todo o lado não tratarmos das nossas vidas, então mais forças vamos dar a Trump, a todos os outros Trump,  se todos, por todo o lado, assim quisermos. Que, este, está feliz e contente, e para já só de ver o mundo inteiro aflitito com o que possa vir a fazer.

No resto do mundo não temos que armar contra os EUA do Trump, mas fazer valer os nossos espaços por si, e não contra alguém. E a Europa, talvez — não está nada, nada fácil —, ainda vá a tempo de se unir se houver consciência de que não o fazendo vamos implodir por dentro e sem esforço do Trump. O Brexit também é um facto e tem que rapidamente ser concretizado,  querendo os ingleses ficar pior conta própria, que fiquem. Parece que já nem sabem o que querem, mas escolheram, está escolhido. E o resto do mundo num tempo global não tem que se uniformizar, mas tem que se consolidar e conciliar, sem mais muros e mais guerrinhas. Líderes mundiais, que hoje estão tão em falta, e nunca salvadores, têm que se ir formado e não formatando ao que está a dar.

Temos que voltar a saber “pensar”, um exercício que nos está proibido fazer neste século XXI, e que nos é indispensável para não entregarmos pais a pais a “tipos” iguais a Trump. E não interessa, em massa fazer manifestações com muitas redes socias a divulgar e tantos media a copiar. Está feito Trump e Brexit. Sigam a via que escolheram. E o resto do Mundo siga outra via, se conseguir. E os países, a zonas do mundo que querem unir-se em União — não vamos ser todos amiguinhos, algo impossível, mas escusamos de ser tão inimigos — pensemos todos e façamos muito, muito melhor do que até aqui temos feito. E ajudemo-nos, ajudando, pensado, deixando insulto e o palavrão de parte, e façamos tudo diferente para superior ao que vimos a fazer desde o dia 01/01/2000, ou vai-nos correr tudo muito mal. Trump vai fazer o que prometeu! E vai ser uma Trumpalhada!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 23/11/2016