A Venezuela afastada da Cimeira das Américas

 

O Grupo de Lima composto pelos ministros dos negócios estrangeiros e representantes da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Perú e Santa Lúcia, condena “a decisão adoptada pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de convocar unilateralmente eleições presidenciais para 22 de abril de 2018, sem ter alcançado um acordo com a oposição, tal como o Governo se tinha comprometido”. E no mesmo sentido se pronuncia quanto à “decisão adotada pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de convocar unilateralmente eleições presidenciais para 22 de abril de 2018, sem ter alcançado um acordo com a oposição, tal como o Governo se tinha comprometido”.

Assim, não sedo possível “haver eleições livres e justas, com presos políticos, sem a plena participação dos partidos políticos e líderes detidos ou inabilitados arbitrariamente, com uma autoridade eleitoral sob o controlo do Governo”. Pelo que o Grupo de Lima aceita a decisão do Governo do Peru de reconsiderar a — não — participação do Governo da Venezuela na VIII Cimeira das Américas, que terá lugar a 13 e 14 de Abril de 2018, na cidade de Lima. Os ministros insistem na preocupação “pela crescente deterioração da situação humanitária e apelam ao Governo da Venezuela a que permita, sem demora, a abertura de um corredor humanitário que ajude a mitigar os graves efeitos da falta de abastecimento de alimentos e medicamentos”. “Perante o aumento do êxodo de milhares de venezuelanos que fogem da grave crise que vivem nesse país, acordaram coordenar esforços para enfrentar de maneira ordenada, solidária e segura esta difícil situação”, a Venezuela estará a seguir o caminho errado.

Esta posição do Peru, quanto a não possibilitar a participação do Presidente Nicolás Maduro nesta Cimeira, é um sinal de vontade de se afirmar o Grupo Lima pela legalidade democrática — o mais possível —, nos países que do mesmo fazem parte, e tentando, apesar de tudo, que haja mais democracia em todos e cada um dos componentes deste Grupo! Claro que continuam a existir situações anómalas, no Brasil e noutros países, porém, talvez a mais flagrante de ”ditadura pura e dura” está a ser a Venezuela, pelo que é um passo muito positivo a não permissão da presença de Nicolás Maduro nesta cimeira. Espera-se — com demasiadas dúvidas e com indústria venezuelana do petróleo a ser hipotecada a potências estrangeiras para evitiar a asfixia financeira dos regime —, que algo na Venezuela mude para melhor antes de mas sofrimentos e mortes continuarem a acontecer a cada dia que passa, e a Venezuela a desconjuntar-se, completamente!

 

© Augusto Küttner de Magalhães, 14/02/2018