A Europa já não é no centro do mundo, mas pode ter um papel importante

Os mais velhos  habituaram-se  a ver mapas do mundo onde no centro aparecia a Europa, por baixo desta a África — “descoberta” pelos europeus,  para a esquerda as Américas e para a direita a Ásia. Hoje um Atlas já não representa assim o mundo. Mostra o que a Europa já não é, deixando de ser o centro do mundo. E assim um Atlas  tem agora no Centra a Ásia e, mais para a direita, já quase a não caber, a Europa! Claro que a Europa é sempre  foi um continente pequeno (em dimensão) mas, até há pouco, era grande em importância e poder Daí os EUA quererem utilizar mai s o Pacífico que o Atlântico. Daí a China, mas também a India, o Japão e outros, estarem a puxar a centralidade para si. Se bem que os EUA ainda sejam a primeira potência mundial, mesmo com um presidente a  fazer aquilo que acharíamos não ser possível nesse país Mas factos são factos e a Europa  e Ocidente já não são o que foram.

Por tudo isto deveríamos — mas não parece não estarmos no bom caminho — unirmo-nos como  europeus, não só pelo passado histórico comum,  mas também por termos dado muito ao mundo, para ser o que hoje é! E poderemos, assim o consigamos, não sendo já centrais do mundo, também não ser o museu que o resto do mundo visita como se fosse ver uma civilização que é agora uma Disneylândia em ponto grande! Se as gerações de hoje  não desqualificarem mais a Europa conseguirão talvez dirigir e viver numa Europa que ainda tem valor mundial, que ainda  tem influência. Numa Europa que não será arremessada para um canto, como já sugerem as representações  nos Atlas para as crianças que começam a assimilar o mundo em que vivem. E de facto haverá muito de verdade no que se está, para já, só a esboçar. Mas serão os adultos de amanhã a quem se deve fazer chegar a mensagem da necessidade de uma Europa mais europeia, mais unida e mais consistente do que aquela que hoje somos!

© Augusto Küttner de Magalhães, 2/01/2020