{"id":1414,"date":"2014-06-05T16:59:01","date_gmt":"2014-06-05T16:59:01","guid":{"rendered":"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/?p=1414"},"modified":"2024-07-23T21:18:19","modified_gmt":"2024-07-23T21:18:19","slug":"a-privatizacao-da-ren-alguem-pensou-no-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/realpolitikmag.org\/index.php\/2014\/06\/05\/a-privatizacao-da-ren-alguem-pensou-no-futuro\/","title":{"rendered":"A \u2018privatiza\u00e7\u00e3o\u2018 da REN: algu\u00e9m pensou no futuro?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/REN-logo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1415\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/REN-logo-1024x666.jpg\" alt=\"REN logo\" width=\"1024\" height=\"666\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A coloca\u00e7\u00e3o de empresas de sectores estrat\u00e9gicos nacionais, como a EDP e agora REN, nas m\u00e3os de accionistas estrangeiros de estados autorit\u00e1rios \u2013 a China e Om\u00e3 \u2013 poder\u00e1 tornar-se, num futuro n\u00e3o muito distante, um pesadelo para o Estado portugu\u00eas. Na realidade, estamos perante falsas privatiza\u00e7\u00f5es. A chinesa State Grid Internacional \u2013 que ficou com 25% do capital da REN \u2013 , n\u00e3o \u00e9, sob \u00e2ngulo nenhum, uma empresa privada, mas um organismo &#8220;empresarial&#8221; do Estado chin\u00eas. Importa recordar, que este, por sua vez, \u00e9 controlado pelo partido comunista da China. Ironia: um governo que se preocupa com a autonomia e os centros de decis\u00e3o em Portugal a melhor solu\u00e7\u00e3o que tem \u00e9 colocar infraestruturas cr\u00edticas nas m\u00e3os do&#8230;. partido comunista chin\u00eas?! Quanto \u00e0 Oman Oil Company \u2013 que passa a deter 15% na REN \u2013 , \u00e9 uma empresa estatal de uma &#8220;petromonarquia&#8221; \u00e1rabe a qual tamb\u00e9m nada tem de democr\u00e1tico. A isto poderiam juntar-se outras quest\u00f5es delicadas, como s\u00e3o as liga\u00e7\u00f5es, n\u00e3o invulgares, dos pa\u00edses \u00e1rabes a movimentos pol\u00edtico-religiosos radicais, uma realidade \u00e0 qual Om\u00e3 tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 imune.<\/p>\n<p>Transferir uma parte significativa do controlo de uma infraestrutura cr\u00edtica nacional para pa\u00edses que, em caso de conflitos internacionais, n\u00e3o ser\u00e3o certamente aliados mas, provavelmente, advers\u00e1rios, denota uma vis\u00e3o &#8220;estrat\u00e9gica&#8221; incompreens\u00edvel e uma (in)capacidade de pensar o futuro. Mesmo que n\u00e3o ocorra esse cen\u00e1rio mais extremo, ligado a um hipot\u00e9tico conflito geopol\u00edtico, ao aumentarmos o grau de depend\u00eancia face a regimes n\u00e3o democr\u00e1ticos e que nada t\u00eam a ver com os valores europeus e ocidentais estamos, certamente a corroer aquilo pelo qual dizemos nos orgulhar: a democracia, as liberdades fundamentais e os direitos humanos. Comparado com estes riscos, o &#8220;pr\u00e9mio&#8221; face \u00e0s cota\u00e7\u00f5es em bolsa encaixado pelo Estado portugu\u00eas \u00e9 uma compensa\u00e7\u00e3o bem parca e esta decis\u00e3o poder\u00e1 muito bem contribuir para hipotecar, ainda mais, o nosso futuro colectivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00a9 Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes, 5\/02\/2012. \u00daltima revis\u00e3o, 6\/06\/2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A coloca\u00e7\u00e3o de empresas de sectores estrat\u00e9gicos nacionais, como a EDP e agora REN, nas m\u00e3os de accionistas estrangeiros de estados autorit\u00e1rios \u2013 a China e Om\u00e3 \u2013 poder\u00e1 tornar-se, num futuro n\u00e3o muito distante, um pesadelo para o Estado portugu\u00eas. Na realidade, estamos perante falsas privatiza\u00e7\u00f5es. 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