{"id":1428,"date":"2015-08-12T11:45:49","date_gmt":"2015-08-12T11:45:49","guid":{"rendered":"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/?p=1428"},"modified":"2015-09-14T11:51:00","modified_gmt":"2015-09-14T11:51:00","slug":"allah-uber-deutschland-a-alemanha-entre-o-fascinio-e-a-rejeicao-do-islao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/realpolitikmag.org\/index.php\/2015\/08\/12\/allah-uber-deutschland-a-alemanha-entre-o-fascinio-e-a-rejeicao-do-islao\/","title":{"rendered":"Allah \u00fcber Deutschland? A Alemanha entre o fasc\u00ednio e a rejei\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1429\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-673x1024.jpg\" alt=\"Islam and Nazi Germany's War\" width=\"673\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-673x1024.jpg 673w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-197x300.jpg 197w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-768x1168.jpg 768w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-370x563.jpg 370w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-570x867.jpg 570w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-770x1171.jpg 770w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War-381x580.jpg 381w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islam-and-Nazi-Germanys-War.jpg 789w\" sizes=\"auto, (max-width: 673px) 100vw, 673px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Quando olhamos para a Al-Qaeda ou o Estado Isl\u00e2mico do Iraque e do Levante, n\u00e3o estamos perante interpreta\u00e7\u00f5es e apropria\u00e7\u00f5es do Isl\u00e3o, que ressoam \u00e0s [&#8230;] usadas hoje pelo totalitarismo islamista-jihadista? Escavar nas ideias pol\u00edticas traz muitas surpresas e levanta quest\u00f5es perturbadoras que julg\u00e1vamos enterradas na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. Nos \u00faltimos meses a Alemanha surgiu na linha da frente dos movimentos anti-islamiza\u00e7\u00e3o da Europa. Nascido em Dresden, no leste do pa\u00eds, o PEGIDA (em alem\u00e3o \u201cPatriotische Europ\u00e4er gegen die Islamisierung des Abendlandes\u201d\/Europeus Patriotas contra a Islamiza\u00e7\u00e3o do Ocidente), organizou nos \u00faltimos meses manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em cidades alem\u00e3s que lhe deram visibilidade medi\u00e1tica.\u00a0O movimento protesta contra v\u00e1rias pol\u00edticas governamentais, especialmente em mat\u00e9ria de emigra\u00e7\u00e3o, bem como contra o que considera ser a progressiva islamiza\u00e7\u00e3o da Alemanha e do Ocidente. Embora n\u00e3o sejam muito claras as suas origens, o movimento parece ser uma am\u00e1lgama de membros de grupos de extrema-direita \u2013 eventualmente com simpatias ou at\u00e9 conex\u00f5es pr\u00f3-nazis \u2013, da direita populista anti-Uni\u00e3o Europeia, bem como de muitos cidad\u00e3os comuns por motiva\u00e7\u00f5es variadas. O seu principal l\u00edder, Lutz Bachmann, renunciou ao cargo em meados de janeiro de 2015, ap\u00f3s ter aparecido uma fotografia sua, nas redes sociais, onde este se fantasiava de Adolf Hitler. Pouco depois, Kathrin Oertel, a porta-voz do PEGIDA, renunciou tamb\u00e9m, invocando preju\u00edzos pessoais e profissionais, devido \u00e0 hostilidade que estava a ser alvo nos media. Avaliada pelas manifesta\u00e7\u00f5es, a for\u00e7a principal do PEGIDA parece estar nos territ\u00f3rios da antiga Alemanha de leste (ex-Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3), absorvida em 1990 pela Rep\u00fablica Federal da Alemanha. Curiosamente, ou talvez, n\u00e3o, nessa parte da Alemanha h\u00e1 muito menos emigrantes que nos Estados federados do ocidente, mais pr\u00f3speros e populosos. N\u00e3o \u00e9 claro, nesta altura, se a demiss\u00e3o de parte importante da sua lideran\u00e7a ser\u00e1 o princ\u00edpio do fim do movimento, ou apenas um epis\u00f3dio no seu percurso. Do ponto de vista pol\u00edtico-ideol\u00f3gico (e da hist\u00f3ria conturbada da Alemanha dos \u00faltimo s\u00e9culo), o surgimento do PEGIDA levanta uma interroga\u00e7\u00e3o perturbadora: ser\u00e1 que estamos a assistir ao ressurgir dos fantasmas da Alemanha nazi (1933-1945)? Sendo o assunto delicado e complexo, vou analisar apenas um aspeto espec\u00edfico e pouco conhecido desse passado, que \u00e9 o das rela\u00e7\u00f5es entre a Alemanha e o Isl\u00e3o no per\u00edodo nazi, em especial durante a II Guerra Mundial. Fa\u00e7o-o, essencialmente, a partir de um livro recentemente publicado por David Motadel, \u201cIslam and Nazi Germany\u2019s War\u201d\/O Isl\u00e3o e a Guerra da Alemanha Nazi (The Belknap Press da Harvard University Press, 2014).<\/p>\n<p>2. Um dos aspectos mais estranhos e curiosos do livro de David Motadel \u00e9 o relato que o autor faz do fasc\u00ednio que existia entre v\u00e1rios membros da elite do Partido Nazi face ao Isl\u00e3o. Dois casos, que abordaremos mais \u00e0 frente, s\u00e3o objeto de particular aten\u00e7\u00e3o: o de Heinrich Himmler, um dos principais l\u00edderes nazis, respons\u00e1vel pela Schutzstaffel (SS)\/\u201cTropa de Protec\u00e7\u00e3o\u201d e directamente ligado aos horrores do holocausto da popula\u00e7\u00e3o judaica; e o do pr\u00f3prio Adolf Hitler. Ambos s\u00e3o objeto de an\u00e1lise detalhada no cap\u00edtulo 2 intitulado \u201cO Momento Mu\u00e7ulmano de Berlim\u201d. Interessante \u00e9 ainda a discuss\u00e3o feita por David Motadel em torno do problema da ideologia (pp. 56-70) e da dificuldade colocada pela superioridade da ra\u00e7a ariana. Esta foi proclamada, por exemplo, no Mein Kampf de Adolf Hitler (1925), especialmente no cap\u00edtulo 11 (I Parte), \u201cRa\u00e7a e Povo\u201d. Por outras palavras, como \u00e9 que um Estado ideol\u00f3gico, como era a Alemanha nazi, fundado na convic\u00e7\u00e3o da superioridade r\u00e1cica do povo germ\u00e2nico \u2013 e obcecado com a sua pureza \u2013, se relacionava com o Isl\u00e3o e os povos mu\u00e7ulmanos, nomeadamente \u00e1rabes, turcos e persas? A quest\u00e3o \u00e9 ainda mais curiosa se pensarmos que o principal ide\u00f3logo da teoria racial nazi, Alfred Rosenberg, no livro \u201cO Mito do S\u00e9culo XX (&#8220;Der Mythus des 20. Jahrhunderts\u201d\/O Mito do S\u00e9culo Vinte (1930), fez a apologia da subjuga\u00e7\u00e3o do mundo isl\u00e2mico sob o dom\u00ednio imperial europeu (Cap\u00edtulo 6 do Livro 3, \u201cUm Novo Sistema de Estado\u201d).<\/p>\n<p>3. Entre a elite do Partido Nazi, Heinrich Himmler foi, provavelmente, o mais fascinado com o Isl\u00e3o e aquele que mais acreditava existir uma grande afinidade deste com os valores do nacional-socialismo (nazismo). Importa aqui recordar um facto hist\u00f3rico: \u00e9 a Himmler que se deve a cria\u00e7\u00e3o nos Balc\u00e3s primeira divis\u00e3o n\u00e3o germ\u00e2nica das Waffen-SS (1943-1945), recrutada entre mu\u00e7ulmanos da regi\u00e3o, especialmente b\u00f3snios. O pensamento de Himmler sobre o Isl\u00e3o foi sobretudo relatado nas mem\u00f3rias do seu m\u00e9dico pessoal, Felix Kersten, que escreveu um cap\u00edtulo inteiro sobre o assunto. (As cita\u00e7\u00f5es que fazemos a seguir s\u00e3o retiradas do j\u00e1 referido livro de David Motadel). De acordo com esse relato, Himmler teria lido v\u00e1rios livros sobre o Isl\u00e3o e biografias do Profeta, estando convencido que Maom\u00e9 era uma das maiores figuras da hist\u00f3ria da humanidade. O que mais impressionava Himmler era ter encontrado no Isl\u00e3o as qualidades de uma \u201creligi\u00e3o masculina\u201d e a \u201cbravura de soldados\u201d (p. 60). Este ter\u00e1 confidenciado a Felix Kersten o seguinte: \u201cMaom\u00e9 sabia que a maioria das pessoas s\u00e3o terrivelmente covardes e est\u00fapidas. Por isso prometeu a cada guerreiro que luta com coragem e cai em batalha [\u2026] mulheres bonitas [\u2026]. Este \u00e9 o tipo de linguagem que um soldado entende. Quando acredita que ser\u00e1 recebido desta maneira na vida ap\u00f3s a morte, est\u00e1 disposto a dar a vida. Vai estar entusiasmado com a ida para a batalha e n\u00e3o vai temer a morte. Pode achar isso primitivo e rir-se\u2026 mas baseia-se em sabedoria profunda. A religi\u00e3o deve falar a l\u00edngua de um homem.\u201d (p. 61). Himmler, nascido numa fam\u00edlia cat\u00f3lica mas que abandonou o catolicismo em 1936, ter-se-\u00e1 referido em diversas ocasi\u00f5es ao Isl\u00e3o, pondo-o em contraste especialmente com a Igreja Cat\u00f3lica. Usualmente, nessas conversas, menosprezava o Cristianismo por ser uma religi\u00e3o d\u00e9bil e pouco masculina, lamentando o facto de n\u00e3o conter \u201cpromessas aos soldados que morrem em batalha\u201d, n\u00e3o havendo nenhuma recompensa no al\u00e9m, por atos de bravura. Quanto ao Isl\u00e3o, era uma \u201cf\u00e9 pr\u00e1tica que forneceu os crentes orienta\u00e7\u00e3o para todos os dias vida\u201c, sendo uma religi\u00e3o muito mais \u201cinteligente\u201d. Em termos hist\u00f3ricos, Himmler lamentava ainda que os ex\u00e9rcitos turco-mu\u00e7ulmanos n\u00e3o tivessem conseguido conquistar a Europa no s\u00e9culo XVII, quando foram derrotados \u00e0s portas de Viena, em 1683. (Aparentemente, porque que teriam levado aos povos germ\u00e2nicos uma religi\u00e3o mais consent\u00e2nea com a sua ra\u00e7a.)<\/p>\n<p>4. Tamb\u00e9m Adolf Hitler ter\u00e1 tido similar fasc\u00ednio pelo Isl\u00e3o. Segundo relatos da irm\u00e3 de Eva Braun, Ilse, teria abordado v\u00e1rias vezes, em conversa com ambas, o tema do Isl\u00e3o. \u00c0 semelhan\u00e7a de Himmler, via-o como uma religi\u00e3o \u201cforte\u201d e \u201cpr\u00e1tica, por oposi\u00e7\u00e3o ao Cristianismo que era uma religi\u00e3o \u201cartificial\u201d, \u201csuave\u201d e de \u201csofredores\u201d (p. 63). Apreciava particularmente o facto de o Isl\u00e3o ser \u201cuma religi\u00e3o do aqui e agora\u201d, por isso superior ao Cristianismo, uma religi\u00e3o do reino vindouro. Mesmo a\u00ed, em compara\u00e7\u00e3o com o para\u00edso prometido pelo Isl\u00e3o, era muito pouco atrativo (idem). Os seus aspetos \u201cmasculinos\u201d e \u201cguerreiros\u201d ter\u00e3o impressionado igualmente, em termos muito favor\u00e1veis, o l\u00edder nazi: \u201cA exorta\u00e7\u00e3o para lutar corajosamente \u00e9 explicativa em si mesma\u201d ter\u00e1 este comentado. \u201cObserve-se, a prop\u00f3sito, que, como corol\u00e1rio\u201d, ao mu\u00e7ulmano \u201cfoi prometido um para\u00edso cheio de houris\u201d (virgens) [\u2026] O Cristianismo n\u00e3o prometeu nada compar\u00e1vel. Os crist\u00e3os d\u00e3o-se por satisfeitos \u201cse ap\u00f3s a sua morte forem autorizados a cantar aleluias!\u201d (ibidem). Quanto ao passado hist\u00f3rico, Adolf Hitler lamentava a derrota dos ex\u00e9rcitos \u00e1rabes por Carlos Martel na batalha de Poitiers (732) e, mais tarde, a perda do Al-Andalus (a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica mu\u00e7ulmana medieval). Para este, o per\u00edodo isl\u00e2mico da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica teria sido &#8220;o mais culto, o mais intelectual e em todos os aspectos a melhor e mais feliz \u00e9poca na hist\u00f3ria da Espanha\u201d ao qual se seguiu um per\u00edodo de \u201cpersegui\u00e7\u00f5es com atrocidades incessantes\u201d (p. 64). Mas como se conciliava este fasc\u00ednio pelo Isl\u00e3o com a superioridade da ra\u00e7a ariana, dogma central no ide\u00e1rio nazi? Basicamente a solu\u00e7\u00e3o passava por separar o Isl\u00e3o da \u201cra\u00e7a\u201d dos seus seguidores. Na \u00f3ptica de Adolf Hitler o Isl\u00e3o era uma religi\u00e3o superior mas j\u00e1 os seus seguidores \u00e1rabes eram \u201cinferiores\u201d. Quanto aos alem\u00e3es, tinham o infort\u00fanio de ter \u201cuma religi\u00e3o errada\u201d. O Isl\u00e3o era mais compat\u00edvel com o \u201cesp\u00edrito vital\u201d e caracter\u00edsticas guerreiras dos povos germ\u00e2nicos do que o Cristianismo, imbu\u00eddo de \u201cmansid\u00e3o e flacidez\u201d (p. 65).<\/p>\n<p>5. Coincid\u00eancia ou talvez n\u00e3o, o pensamento de Himmler e de Hitler sobre o Isl\u00e3o descrito no livro de David Motadel ecoa de perto o do fil\u00f3sofo germ\u00e2nico, Friedrich Nietzsche, em \u201cDer Antichrist\u201d\/O Anti-Cristo\u201d (1888), a sua \u00faltima obra conclu\u00edda. Atente-se neste excerto onde se denota uma esp\u00e9cie de \u201crealpolitik\u201d filos\u00f3fica: Se o Isl\u00e3o \u201cdespreza o Cristianismo, tem para tal mil raz\u00f5es: o Isl\u00e3o tem homens como pressuposto [\u2026]. O Cristianismo desperdi\u00e7ou os frutos da cultura antiga, fez-nos perder novamente mais tarde os frutos da cultura [do Isl\u00e3o]. N\u00e3o podia em si, \u00e9 certo, haver escolha alguma entre o Isl\u00e3o e o Cristianismo, como t\u00e3o pouco entre um \u00e1rabe e um judeu. A decis\u00e3o est\u00e1 tomada, ningu\u00e9m \u00e9 livre de ainda aqui escolher. Ou se \u00e9 um chandala [escravo] ou n\u00e3o&#8230; \u201cGuerra total com Roma [ao Cristianismo]! Paz e amizade com o Isl\u00e3o\u201d [\u2026] (trad. port. Edi\u00e7\u00f5es 70, 1997, pp. 98-99). Outro paralelismo curioso com a elite nazi e o seu menosprezo pelo Cristianismo, encontra-se neste segundo excerto do mesmo livro, onde Nietzsche tamb\u00e9m considera que o Cristianismo era a \u201creligi\u00e3o errada&#8221; para a virilidade e emergia vital dos povos germ\u00e2nicos: \u201cQue as ra\u00e7as vigorosas do Norte da Europa n\u00e3o tenham rejeitado o Deus crist\u00e3o, eis o que n\u00e3o honra de modo algum o seu talento religioso &#8211; para j\u00e1 n\u00e3o falar no seu gosto. Deveriam ter acabado com esse monstruoso produto da d\u00e9cadence, m\u00f3rbido e senil.[\u2026]\u201d (p.20). Que pensar deste dois trechos agressivos, laudat\u00f3rios do Isl\u00e3o e depreciativos do Cristianismo? S\u00e3o meras coincid\u00eancias de pensamento com a elite nazi? Ser\u00e1 que tudo isto se pode explicar como sendo apenas parte de um certo \u201czeitgeist&#8221; (esp\u00edrito da \u00e9poca)? Ou ser\u00e1 que h\u00e1 quest\u00f5es mais profundas e liga\u00e7\u00f5es \u201cperigosas\u201d entre o pensamento de Nietzsche sobre o Isl\u00e3o e a elite do Partido Nazi? E que pensar do atual PEGIDA e das suas manifesta\u00e7\u00f5es anti-islamiza\u00e7\u00e3o: inserem-se numa l\u00f3gica de extrema direita racista, com proximidade a c\u00edrculos neo-nazis? (Se for o caso, n\u00e3o deixa de ser ir\u00f3nico quando pensamos no fasc\u00ednio de Heinrich Himmler e Adolf Hitler tiveram pelo Isl\u00e3o). E o anti-semitismo atual, alimenta-se das ideias anteriormente citadas? Quando olhamos para a Al-Qaeda ou o Estado Isl\u00e2mico do Iraque e do Levante, n\u00e3o estamos perante interpreta\u00e7\u00f5es e apropria\u00e7\u00f5es do Isl\u00e3o, que ressoam \u00e0s descritas no livro de David Motadel, usadas hoje pelo totalitarismo islamista-jihadista? Escavar nas ideias pol\u00edticas traz muitas surpresas e levanta quest\u00f5es perturbadoras que julg\u00e1vamos enterradas na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00a9 Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes. Artigo originalmente publicado no P\u00fablico, \u00a06\/02\/2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Quando olhamos para a Al-Qaeda ou o Estado Isl\u00e2mico do Iraque e do Levante, n\u00e3o estamos perante interpreta\u00e7\u00f5es e apropria\u00e7\u00f5es do Isl\u00e3o, que ressoam \u00e0s [&#8230;] usadas hoje pelo totalitarismo islamista-jihadista? 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