{"id":1664,"date":"2015-06-05T18:28:24","date_gmt":"2015-06-05T18:28:24","guid":{"rendered":"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/?p=1664"},"modified":"2015-06-16T08:34:19","modified_gmt":"2015-06-16T08:34:19","slug":"um-olhar-historico-geopolitico-sobre-o-conflito-da-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/realpolitikmag.org\/index.php\/2015\/06\/05\/um-olhar-historico-geopolitico-sobre-o-conflito-da-ucrania\/","title":{"rendered":"Um olhar hist\u00f3rico-geopol\u00edtico sobre o conflito da Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1667\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-1024x651.jpg\" alt=\"destrui\u00e7\u00e3o de Kiev na II Guerra Mundial\" width=\"1024\" height=\"651\" srcset=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-1024x651.jpg 1024w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-1568x996.jpg 1568w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-300x191.jpg 300w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-768x488.jpg 768w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-1536x976.jpg 1536w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-370x235.jpg 370w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-570x362.jpg 570w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-770x489.jpg 770w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-1170x743.jpg 1170w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial-913x580.jpg 913w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/destrui\u00e7\u00e3o-de-Kiev-na-II-Guerra-Mundial.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>Tudo isto seriam meras curiosidades hist\u00f3ricas se a Uni\u00e3o Europeia e a R\u00fassia estivessem num mesmo tempo hist\u00f3rico p\u00f3s-nacional. N\u00e3o est\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>1. Vista a partir da imprensa europeia e norte-americana, a actual crise pol\u00edtica e militar na Ucr\u00e2nia parece ter um respons\u00e1vel \u00f3bvio: a R\u00fassia de Vladimir Putin.\u00a0N\u00e3o \u00e9 a R\u00fassia que fornece equipamentos militares e instiga os grupos separatistas na luta armada contra o poder democraticamente eleito de Kiev, no leste da Ucr\u00e2nia? N\u00e3o foi a R\u00fassia que forneceu aos separatistas o m\u00edssil terra-ar que ter\u00e1 abatido o voo MH17 das linhas A\u00e9reas Mal\u00e1sia? N\u00e3o tem a R\u00fassia ambi\u00e7\u00f5es imperialistas de recuperar os territ\u00f3rios perdidos com o fim da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica? A anexa\u00e7\u00e3o da Crimeia n\u00e3o \u00e9 uma prova clara dessas inten\u00e7\u00f5es expansionistas, tal como foi a guerra com a Ge\u00f3rgia em 2008? N\u00e3o teceu Putin uma \u201crede de mentiras\u201d como intitula a capa da revista brit\u00e2nica The Economist desta semana? N\u00e3o \u00e9 Putin um \u201cp\u00e1ria\u201d da comunidade internacional e o \u201cinimigo n\u00famero um do Ocidente\u201d, como intitula a norte-americana Newsweek?<\/p>\n<p>2. As interpreta\u00e7\u00f5es simplistas e a-hist\u00f3ricas de um problema complexo e multifacetado, como \u00e9 a crise da Ucr\u00e2nia, podem ser politicamente nefastas. Tendem a gerar uma sensa\u00e7\u00e3o de (falso) conhecimento do problema e a dar um suposto fundamento moral para a actua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Todavia, tais certezas n\u00e3o resistem a uma an\u00e1lise mais minuciosa. Vamos por partes. Olhemos, primeiro, para a realidade geopol\u00edtica da Ucr\u00e2nia. Estamos perante um Estado de grande dimens\u00e3o para os padr\u00f5es europeus\/ocidentais &#8211; mais de 600.000 km2, com a pen\u00ednsula Crimeia, actualmente sob o poder de facto russo. (A fronteira terrestre entre os dois Estados \u00e9 de mais de 1.500 km). Seria o maior Estado da Uni\u00e3o Europeia se fosse membro. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muito significativa para esta dimens\u00e3o geogr\u00e1fica. Desde o final da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que tem decrescido, rondando actualmente os 45 milh\u00f5es de habitantes. Mas, neste conflito, o principal problema da Ucr\u00e2nia n\u00e3o \u00e9 a dimens\u00e3o do seu territ\u00f3rio, nem a dimens\u00e3o da sua popula\u00e7\u00e3o, mas a falta de coes\u00e3o interna. A isto acresce um Estado com cr\u00f3nicas dificuldades em fornecer seguran\u00e7a, justi\u00e7a e bem-estar aos seus cidad\u00e3os. Levanta-se, aqui, uma quest\u00e3o sens\u00edvel: existe uma na\u00e7\u00e3o ucraniana com a qual a generalidade da popula\u00e7\u00e3o se identifica? \u00c9 a identidade nacional ucraniana inclusiva para grupos minorit\u00e1rios substanciais, como os mais de 17% de russos \u00e9tnicos e os cerca de 24% de falantes de russo como l\u00edngua principal? Estas faixas da popula\u00e7\u00e3o sentem-se reflectidas na ideia oficial de na\u00e7\u00e3o ucraniana?<\/p>\n<p>3. A heterogeneidade e falta de coes\u00e3o interna da Ucr\u00e2nia explicam-se essencialmente pela sua hist\u00f3ria. Um Estado ucraniano independente, com as atuais fronteiras, \u00e9 uma realidade nova. A parte mais ocidental do pa\u00eds esteve ligada, sucessivamente, \u00e0 Litu\u00e2nia, \u00e0 Pol\u00f3nia e ao antigo Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro. S\u00f3 com os ajustamentos de fronteiras ap\u00f3s a II Guerra Mundial esse territ\u00f3rio foi integrado na Ucr\u00e2nia. Por sua vez, a parte a leste do rio Dniepre (desde meados dos s\u00e9culo XVII) e a Crimeia (finais do s\u00e9culo XVIII, sob Catarina a Grande), t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica muito mais enraizada \u00e0 R\u00fassia. O caso da Crimeia \u00e9 um exemplo disso. Em 1954, sob o poder sovi\u00e9tico liderado por Nikita Khrushchev, passou de regi\u00e3o aut\u00f3noma da Rep\u00fablica Sovi\u00e9tica da R\u00fassia, para regi\u00e3o aut\u00f3noma da Rep\u00fablica Sovi\u00e9tica da Ucr\u00e2nia. Na altura, comemoravam-se os trezentos anos do Tratado de Pereyaslav, de 1654. O Tratado garantia a protec\u00e7\u00e3o do czar da R\u00fassia aos cossacos ucranianos que se sublevaram e combateram o dom\u00ednio polaco. Marcou o in\u00edcio de uma liga\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre os dois povos, mas sob crescente dom\u00ednio russo. Na propaganda sovi\u00e9tica da \u00e9poca simbolizava a \u201camizade eterna\u201d entre os povos russo e ucraniano. Teve consequ\u00eancias imprevistas. Com desmembramento da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em finais de 1991, as antigas fronteiras das rep\u00fablicas sovi\u00e9ticas passaram a ser as novas fronteiras internacionais.<\/p>\n<p>4. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o territorial que explica a falta de coes\u00e3o da Ucr\u00e2nia. Esta resulta, entre outras coisas, das mem\u00f3rias de um passado, frequentemente marcado por grande viol\u00eancia e horrores no \u00faltimo s\u00e9culo. O problema \u00e9, sobretudo, a maneira como este \u00e9 lembrado e incorporado no presente. Uma parte da Ucr\u00e2nia recorda a mem\u00f3ria tr\u00e1gica do holodomor, a morte provocada pela fome de alguns milh\u00f5es de pessoas durante o per\u00edodo Estalinista dos anos trinta. Outra parte da Ucr\u00e2nia lembra a luta contra os nazis durante a ocupa\u00e7\u00e3o da II Guerra Mundial e os crimes hediondos cometidos por estes, com a colabora\u00e7\u00e3o de parte da popula\u00e7\u00e3o ucraniana. O nacionalista Stepan Bandera, \u00e9 o s\u00edmbolo extremado das mem\u00f3rias que dividem no presente: her\u00f3i nacional e defensor de uma Ucr\u00e2nia soberana e independente para uns; fascista, xen\u00f3fobo e colaboracionista para outros. A clivagem na selectividade das mem\u00f3rias do passado acompanha, grosso modo, a fractura geogr\u00e1fico-pol\u00edtica entre a parte ocidental e parte leste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>4. Vamos agora ao caso da R\u00fassia e \u00e0 sua mem\u00f3ria hist\u00f3rica. Na Europa ocidental \u00e9 bem conhecida expans\u00e3o russa para ocidente, seja na vers\u00e3o dos czares, ou na vers\u00e3o sovi\u00e9tica, feita sobretudo \u00e0 custa da Pol\u00f3nia e dos Estados B\u00e1lticos. O que j\u00e1 \u00e9 mal conhecido \u00e9 que a Pol\u00f3nia, tal como a Su\u00e9cia, foram grandes pot\u00eancias do leste europeu at\u00e9 ao s\u00e9culo XVII e XVIII, com ambi\u00e7\u00f5es imperiais. No seu apogeu de poder, atacaram v\u00e1rias vezes a R\u00fassia, amea\u00e7ando a sua exist\u00eancia como Estado. \u00c9, ali\u00e1s, isso que os russos comemoram no actual feriado nacional de 4 de Novembro, mantendo viva a mem\u00f3ria levantamento popular de 1612, que expulsou as for\u00e7as da Pol\u00f3nia-Litu\u00e2nia. A data tinha grande simbolismo durante o tempo dos czares e foi reintroduzida na R\u00fassia p\u00f3s-sovi\u00e9tica em 2005, como \u201cdia da uni\u00e3o\u201d. Isto ocorre em contraste com a Uni\u00e3o Europeia, onde se vive uma era p\u00f3s-nacional, na qual as ideias cl\u00e1ssicas de na\u00e7\u00e3o, de estado e de soberania tendem a ser vistas como coisas do passado. Todavia, na R\u00fassia atual, como noutras partes do mundo, est\u00e3o bem vivas e nada indicia entusiasmo por uma via p\u00f3s-nacional. Mas h\u00e1, pelo menos, mais outro acontecimento que alimenta o ressentimento hist\u00f3rico dos russos contra a Pol\u00f3nia, tamb\u00e9m ocorrido num per\u00edodo cr\u00edtico da sua hist\u00f3ria. Com o fim imp\u00e9rio dos czares em in\u00edcios de 1917, a revolu\u00e7\u00e3o bolchevique de Outubro e o Tratado de Brest-Litovsk de 1918, a R\u00fassia saiu da I Guerra Mundial com grandes perdas territoriais. A Segunda Rep\u00fablica da Pol\u00f3nia, que emergiu na Paz de Versalhes de 1919, viu na fragilidade russa uma oportunidade de ganhar territ\u00f3rio. Avan\u00e7ou militarmente para leste, tentando conquistar o actual territ\u00f3rio da Ucr\u00e2nia ocidental e da Bielorr\u00fassia ao poder bolchevique. As suas tropas chegaram a ocupar Kiev em 1920, s\u00f3 retrocedendo pela contra-ofensiva do ex\u00e9rcito vermelho.<\/p>\n<p>5. Tudo isto seriam meras curiosidades hist\u00f3ricas se a Uni\u00e3o Europeia e a R\u00fassia estivessem num mesmo tempo hist\u00f3rico p\u00f3s-nacional. N\u00e3o est\u00e3o. Por isso, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar como a iniciativa da Parceria Oriental da Uni\u00e3o Europeia foi vista, sob o prisma russo, \u00e0 medida que foi ganhando contornos palp\u00e1veis no terreno. Lan\u00e7ada em 2009, ap\u00f3s a guerra da R\u00fassia com a Ge\u00f3rgia de 2008 e o conflito sobre o g\u00e1s natural entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia de in\u00edcios de 2009, teve como destinat\u00e1rios pa\u00edses do espa\u00e7o ex-sovi\u00e9tico: Arm\u00e9nia, Azerbaij\u00e3o, Bielorr\u00fassia, Ge\u00f3rgia, Mold\u00e1via e Ucr\u00e2nia. O facto de ser promovida pela Pol\u00f3nia e Su\u00e9cia &#8211; com o apoio entusi\u00e1stico dos Estados B\u00e1lticos \u2013 deu argumentos aos nacionalistas russos para v\u00ea-la como uma manobra dos seus inimigos hist\u00f3ricos, nomeadamente da Pol\u00f3nia. A crescente presen\u00e7a de um poder estrangeiro no espa\u00e7o ex-sovi\u00e9tico e ex-russo, levou Putin a desencadear a contra-iniciativa de uma Uni\u00e3o Euroasi\u00e1tica, a partir de finais de 2011. A Ucr\u00e2nia, o principal Estado em disputa, ficou no meio destas duas iniciativas antag\u00f3nicas. Independentemente das inten\u00e7\u00f5es, a Uni\u00e3o Europeia avaliou mal a previs\u00edvel reac\u00e7\u00e3o russa de forte oposi\u00e7\u00e3o. Vista da R\u00fassia, tratava-se de uma \u201cinvas\u00e3o\u201d do seu espa\u00e7o de influ\u00eancia tradicional. Tem, por isso, a sua quota de responsabilidades na cadeia de acontecimentos. Por outro lado, a crise ucraniana n\u00e3o parece ter solu\u00e7\u00e3o sem entendimentos pragm\u00e1ticos com a R\u00fassia. Mesmo que o poder de Kiev readquira o controlo sobre o leste do pa\u00eds, as for\u00e7as separatistas podem transformar-se num movimento de guerrilha, com apoio do outro lado da fronteira. Se o conflito evoluir dessa forma ser\u00e1 uma ferida permanente para a Ucr\u00e2nia e um ponto de instabilidade cr\u00f3nica internacional. \u00c9 compreens\u00edvel a indigna\u00e7\u00e3o europeia e ocidental subsequente \u00e0 tr\u00e1gica queda do voo MH17, bem como a press\u00e3o pol\u00edtica sobre a R\u00fassia. O que \u00e9 menos compreens\u00edvel \u00e9 a atitude pol\u00edtica de culpabilizar unicamente a R\u00fassia. N\u00e3o \u00e9 l\u00edquido at\u00e9 onde vai o grau de influ\u00eancia russo sobre os separatistas. Nem \u00e9 compreens\u00edvel a falta de press\u00e3o p\u00fablica europeia sobre o governo ucraniano para um entendimento de paz no terreno. A coberto da onda de indigna\u00e7\u00e3o internacional, este parece ter aproveitado a ocasi\u00e3o para intensificar as opera\u00e7\u00f5es militares. Neste contexto, a escalada da ret\u00f3rica de condena\u00e7\u00e3o e das san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas arriscam-se a ser mais um passo mal calculado e a intensificar o conflito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00a9 Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes. Artigo originalmente publicado no P\u00fablico, 29\/07\/2015. \u00daltima revis\u00e3o 11\/06\/2015<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dom\u00ednio-p\u00fablico.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1197\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dom\u00ednio-p\u00fablico.png\" alt=\"dom\u00ednio p\u00fablico\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>\u00a0Imagem: foto (dom\u00ednio p\u00fablico \/ Wikipedia)\u00a0destrui\u00e7\u00e3o de Kiev na II Guerra Mundial, sob ocupa\u00e7\u00e3o da Alemanha nazi, \u00a01941-1943<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo isto seriam meras curiosidades hist\u00f3ricas se a Uni\u00e3o Europeia e a R\u00fassia estivessem num mesmo tempo hist\u00f3rico p\u00f3s-nacional. N\u00e3o est\u00e3o. 1. 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