{"id":4481,"date":"2019-04-12T22:53:17","date_gmt":"2019-04-12T22:53:17","guid":{"rendered":"https:\/\/realpolitikmag.org\/?p=4481"},"modified":"2021-03-20T17:52:02","modified_gmt":"2021-03-20T17:52:02","slug":"a-guerra-por-outros-meios-eua-china-ano-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/realpolitikmag.org\/index.php\/2019\/04\/12\/a-guerra-por-outros-meios-eua-china-ano-i\/","title":{"rendered":"A guerra por outros meios EUA-China, ano I"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1500\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4482\" srcset=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China.jpg 2000w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-1568x1176.jpg 1568w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-300x225.jpg 300w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-768x576.jpg 768w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-370x278.jpg 370w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-570x428.jpg 570w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-770x578.jpg 770w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-1170x878.jpg 1170w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Guerra-Comercial-EUA-vs-China-773x580.jpg 773w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A guerra comercial que eclodiu entre os EUA a China em in\u00edcios de 2018 \u00e9 um epis\u00f3dio que n\u00e3o deve ser lido isoladamente, nem avaliado por apenas por lentes econ\u00f3micas e comerciais.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>1. <\/strong>A China \u00e9 um gigante com p\u00e9s de barro, um guerreiro de terracota que se desfaz com a press\u00e3o comercial e pol\u00edtica dos EUA? Um iminente colapso da China \u00e9 objecto de previs\u00f5es e profecias h\u00e1 muito tempo (ver, entre outros, Gordon Chang, <em>The Coming Collapse of China<\/em>, Random House, 2001). A verdade \u00e9 que, at\u00e9 agora, o Estado chin\u00eas tem conseguido continuar em ascens\u00e3o. Tem passado mais ou menos inc\u00f3lume pelas grandes crises financeiras e econ\u00f3micas internacionais, como a desencadeada pela fal\u00eancia do Lehman Brothers nos EUA, em 2008. Isto n\u00e3o significa que n\u00e3o tenha debilidades importantes. Estas existem no seu sistema financeiro e no cr\u00e9dito mal-parado, num excesso de capacidade produtiva em certos sectores onde a m\u00e3o-de-obra j\u00e1 foi mais barata, ou devido aos problemas demogr\u00e1ficos ligados \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de filho \u00fanico. Tamb\u00e9m o ritmo do seu extraordin\u00e1rio crescimento econ\u00f3mico diminuiu. (Ver <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2018\/12\/14\/business\/china-economy-xi-jinping.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cChina\u2019s Economy Slows Sharply, in Challenge for Xi Jinping\u201d<\/a> in NYT, 14\/12\/2018).Todavia, ver nestas fragilidades tra\u00e7os similares aos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica \u2014 a qual se desagregou em 1991 \u2014, que lembram o tipo de competi\u00e7\u00e3o e rivalidade da Guerra-Fria, \u00e9 uma analogia desadequada. Ao mesmo tempo, \u00e9 err\u00f3neo pensar que a guerra comercial americano-chinesa \u00e9 apenas resultado de um \u201cefeito Trump\u201d. E que ap\u00f3s este deixar a presid\u00eancia dos EUA, a mesma acabar\u00e1. H\u00e1 causas estruturais do sistema internacional e da pol\u00edtica interna de ambos os Estados que apontam para um longo conflito de desgaste com m\u00faltiplas vertentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.<\/strong> Importa ter em mente que uma analogia mal usada com circunst\u00e2ncias do passado induz a ler de forma distorcida o mundo em que vivemos. Pode levar a cometer erros de aprecia\u00e7\u00e3o e de actua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Pondo em paralelo a R\u00fassia e a China, o problema emerge com nitidez. Para os europeus e os norte-americanos, a obsess\u00e3o com a R\u00fassia tem feito obscurecer uma tend\u00eancia fundamental do s\u00e9culo XXI: na actual competi\u00e7\u00e3o pelo poder mundial \u00e9 a China que disputa a supremacia com os EUA, n\u00e3o a R\u00fassia. Quanto \u00e0 competi\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar, como nos \u201cbons velhos tempos\u201d da rivalidade americano-sovi\u00e9tica, n\u00e3o \u00e9 a dimens\u00e3o fundamental dessa competi\u00e7\u00e3o\/rivalidade (pelo menos para j\u00e1). Face a este contexto pol\u00edtico novo, muitos n\u00e3o perceberam a amplitude da competi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica pela supremacia na \u00c1sia-Pac\u00edfico e no mundo, nem as suas m\u00faltiplas ramifica\u00e7\u00f5es em \u00e1reas que, aparentemente, n\u00e3o t\u00eam qualquer liga\u00e7\u00e3o. Por muito que oficialmente o Estado chin\u00eas negue tal ambi\u00e7\u00e3o, como faz Xi Jinping \u2014 e se mostre contido, ou dissimule as suas inten\u00e7\u00f5es \u2014, \u00e9 j\u00e1 hoje um protagonista maior na pol\u00edtica global (ver Oriana Skylar Mastro, <a href=\"https:\/\/www.foreignaffairs.com\/articles\/china\/china-plan-rule-asia?cid=int-nbb&amp;pgtype=hpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cThe Stealth Superpower. How China Hid Its Global Ambitions\u201d<\/a>in <em>Foreign Affairs<\/em>, Janeiro\/Fevereiro 2019). Para os ocidentais, o longo prazo para concretiza\u00e7\u00e3o da ambi\u00e7\u00e3o chinesa pode parecer demasiado long\u00ednquo, n\u00e3o valendo assim a pena preocuparem-se muito com isso. Mas para os chineses, enquanto herdeiros de um extraordin\u00e1rio imp\u00e9rio milenar, o sentido do tempo \u00e9 diferente (e bem mais alargado) do que o sentido do tempo dos norte-americanos, com um Estado (apenas) nascido na modernidade Iluminista e que n\u00e3o vai al\u00e9m dos duzentos e cinquenta anos de hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.<\/strong> A guerra comercial que eclodiu entre os EUA a China em in\u00edcios de 2018 \u00e9 um epis\u00f3dio que n\u00e3o deve ser lido isoladamente, nem avaliado apenas por lentes econ\u00f3micas e comerciais. Tudo indica ser bem mais do que isso. Provavelmente, \u00e9 um sintoma de uma crescente e profunda rivalidade americano-chinesa, que tem, nesta altura, no com\u00e9rcio o seu principal terreno de disputa. Mas o com\u00e9rcio aqui \u00e9 sobretudo algo instrumental para os objectivos mais vastos de poder, de norte-americanos e chineses. Para os chineses, os mercados mundiais abertos e as suas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma alavanca de bem-estar da sua popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um instrumento de poder internacional, cada vez mais global. \u00c9 flagrante o contraste com a estrat\u00e9gia sovi\u00e9tica\/russa. Na Guerra-Fria, os sovi\u00e9ticos procuravam, ostensivamente, afirmar a sua supremacia militar e modelo ideol\u00f3gico, fazendo at\u00e9 acreditar em capacidades que n\u00e3o tinham. Quanto aos chineses, fazem agora exactamente o contr\u00e1rio: ocultam, o mais poss\u00edvel, dos olhares do mundo \u2014 leia-se dos EUA e outros Estados ocidentais \u2014 as suas crescentes proezas tecnol\u00f3gico-militares. Procuram criar a ideia de serem apenas um pa\u00eds interessado no com\u00e9rcio, respeitador das regras multilaterais da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio (OMC) e que a sua ascens\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 feita \u00e0 custa de outros Estados (ver <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-asia-china-46601175\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cXi Jinping says China \u2018will not seek to dominate\u2019\u201d<\/a>in BBC, 18\/12\/2018). Muitos no mundo exterior, incluindo entre n\u00f3s, por ingenuidade ou por conveni\u00eancia, parecem subscrever esta vis\u00e3o a qual n\u00e3o resiste, todavia, a um escrut\u00ednio mais aprofundado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. <\/strong>\u00c9 sintom\u00e1tico que os EUA tenham invocado motivos de seguran\u00e7a nacional para aplicar direitos aduaneiros adicionais \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de produtos como o alum\u00ednio e o a\u00e7o. Desde os seus prim\u00f3rdios que o Acordo do GATT, o qual faz parte do acervo dos tratados de com\u00e9rcio da OMC, estabeleceu o seguinte (artigo XXI, al\u00ednea (b): \u201cNenhuma disposi\u00e7\u00e3o do presente Acordo ser\u00e1 interpretada [\u2026] como impedindo uma Parte Contratante de tomar todas as medidas que achar necess\u00e1rias \u00e0 protec\u00e7\u00e3o dos interesses essenciais da sua seguran\u00e7a\u201d (ver <a href=\"https:\/\/www.fd.unl.pt\/docentes_docs\/ma\/LTF_MA_26142.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Acordo Geral Sobre Tarifas Aduaneiras e Com\u00e9rcio 1947 (GATT 47)<\/a>). Uma quest\u00e3o naturalmente se levanta aqui: a aplica\u00e7\u00e3o de direitos aduaneiros, invocando raz\u00f5es de seguran\u00e7a nacional pelos EUA \u2014 a maior economia do mundo \u2014 \u00e9 um precedente perigoso? Poder\u00e1 abrir a porta a um aumento generalizado das restri\u00e7\u00f5es ao com\u00e9rcio, pela via do nacionalismo econ\u00f3mico? Efectivamente, h\u00e1 fundados receios de que o sistema comercial multilateral da OMC possa sofrer s\u00e9rios \u201cdanos colaterais\u201d devido \u00e0 guerra comercial entre os EUA e a China. At\u00e9 agora, o artigo XXI do GATT, que permite, em certos casos, restri\u00e7\u00f5es excepcionais ao com\u00e9rcio por motivos de seguran\u00e7a nacional, tem sido pouco utilizado. Mas, para o \u00f3rg\u00e3o de resolu\u00e7\u00f5es de lit\u00edgios da OMC, este \u00e9 um terreno armadilhado se tiver de resolver esta disputa. Se decidir a favor da invoca\u00e7\u00e3o do artigo XXI do GATT, para criar restri\u00e7\u00f5es \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio e a\u00e7o, cria um precedente que outros usar\u00e3o certamente tamb\u00e9m. Se decidir contra os norte-americanos, considerando abusiva a invoca\u00e7\u00e3o dessa cl\u00e1usula, vai alimentar o sentimento anti-OMC favor\u00e1vel a um boicote ou at\u00e9 \u00e0 sa\u00edda da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. <\/strong>A empresa tecnol\u00f3gica chinesa Huawei est\u00e1 agora no centro da confronta\u00e7\u00e3o EUA-China. \u00c9 outro sintoma das m\u00faltiplas e d\u00edspares facetas do conflito. Wanzhou Meng, filha do fundador da Huawei, Ren Zhengfei, e respons\u00e1vel pela \u00e1rea financeira da empresa, foi recentemente detida no Canad\u00e1 a pedido das autoridades norte-americanas. A sua deten\u00e7\u00e3o e pedido de extradi\u00e7\u00e3o para os EUA deve-se a suspeitas de viola\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es impostas pelos norte-americanos ao Ir\u00e3o (ver <a href=\"https:\/\/globalnews.ca\/news\/4762716\/meng-wanzhou-canada-huawei-arrest-extradition-exclusive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cChina, Meng Wanzhou and Canada \u2014 how Huawei CFO\u2019s arrest is playing out behind the scenes\u201d<\/a> in <em>Global News<\/em>, 14\/12\/2018). Neste caso, cruzam-se, de forma particularmente intrincada, as san\u00e7\u00f5es dos EUA ao Ir\u00e3o e a aplica\u00e7\u00e3o extraterritorial da legisla\u00e7\u00e3o norte-americana, com a competi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e comercial, as suspeitas de espionagem cibern\u00e9tica e as rivalidades pol\u00edticas pela supremacia mundial. \u00c9 necess\u00e1rio lembrar que a Huawey est\u00e1 j\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios anos no meio da rivalidade crescente entre ambos os pa\u00edses. Em 2012 essa empresa tecnol\u00f3gica chinesa \u2014 que \u00e9 o maior fabricante mundial de equipamento para redes sem fios e o terceiro maior fabricante de s<em>martphones <\/em>\u2014 esteve envolvida em diversas pol\u00e9micas originadas pelas suas actividades em algumas das mais importantes economias ocidentais. Importa notar que o seu fundador, Ren Zhengfei, \u00e9 um antigo oficial do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o da China (ver <a href=\"https:\/\/www.economist.com\/leaders\/2012\/08\/04\/whos-afraid-of-huawei\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cWho\u2019s afraid of Huawei? The rise of a Chinese world-beater is stoking fears of cyber-espionage. Techno-nationalism is not the answer\u201d<\/a> in <em>The Economist<\/em>, 4\/08\/2012). A suspeita era \u2014 e continua a ser \u2014 que a empresa esteja a funcionar como um sofisticado instrumento de ciberespionagem, passando informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis ao Estado chin\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. <\/strong>O duplo uso da tecnologia, civil e militar, mostra a ubiquidade da competi\u00e7\u00e3o empresarial. Mostra, tamb\u00e9m, como esta pode ser um importante instrumento de uma grande estrat\u00e9gia de poder estadual, alicer\u00e7ada, numa primeira fase, na tecnologia civil, na economia e no com\u00e9rcio. A disputa pela supremacia na tecnologia 5G \u2014 a quinta gera\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es sem fios e da Internet m\u00f3vel \u2014, na qual a China, atrav\u00e9s de empresas como a Huawei, se procura posicionar como l\u00edder mundial, n\u00e3o \u00e9 uma mera quest\u00e3o de mercado, ou apenas comercial. N\u00e3o foi tamb\u00e9m por acaso que o governo dos EUA proibiu o uso de equipamentos da Huawei nos servi\u00e7os p\u00fablicos e em todas as ag\u00eancias estaduais pelos respectivos funcion\u00e1rios (ver <a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/articles\/whos-afraid-of-huawei-security-worries-spread-beyond-the-u-s-1521561391\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cWho\u2019s Afraid of Huawei? Security Worries Spread Beyond the U.S.\u201d<\/a> in WSJ, 20\/03\/2018). Tudo indica que o s\u00e9culo XXI ser\u00e1 marcado pela rivalidade americano-chinesa, em m\u00faltiplas frentes. Adaptando o pensamento de Carl von Clausewitz ao actual mundo globalizado, a tecnologia, a economia e o com\u00e9rcio s\u00e3o agora a continua\u00e7\u00e3o da guerra por outros meios. Com a abertura de uma frente de guerra comercial, 2018 \u00e9 o ano I de uma longa disputa pela lideran\u00e7a mundial. Provavelmente durar\u00e1 longos anos, ou v\u00e1rias d\u00e9cadas, poder\u00e1 ter per\u00edodos de acalmia, onde parecer\u00e1 terminada, ressurgindo mais \u00e0 frente, numa nova confronta\u00e7\u00e3o, na mesma ou noutras \u00e1reas. O maior risco \u00e9 levar ao confronto militar, o que seria catastr\u00f3fico para a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes, artigo originalmente publicado no P\u00fablico, 20\/12\/2018<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Imagem: &nbsp;iStock Getty Images \/ Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A guerra comercial que eclodiu entre os EUA a China em in\u00edcios de 2018 \u00e9 um epis\u00f3dio que n\u00e3o deve ser lido isoladamente, nem avaliado por apenas por lentes econ\u00f3micas e comerciais. 1. 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