{"id":4685,"date":"2019-09-09T21:06:55","date_gmt":"2019-09-09T21:06:55","guid":{"rendered":"https:\/\/realpolitikmag.org\/?p=4685"},"modified":"2019-09-09T21:25:04","modified_gmt":"2019-09-09T21:25:04","slug":"geopolitica-em-tempo-de-paz-e-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/realpolitikmag.org\/index.php\/2019\/09\/09\/geopolitica-em-tempo-de-paz-e-guerra\/","title":{"rendered":"Geopol\u00edtica em Tempo de Paz e Guerra"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"780\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-780x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4686\" srcset=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-780x1024.jpg 780w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-1568x2058.jpg 1568w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-229x300.jpg 229w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-768x1008.jpg 768w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-1170x1536.jpg 1170w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-1560x2048.jpg 1560w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-370x486.jpg 370w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-570x748.jpg 570w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-770x1011.jpg 770w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o-442x580.jpg 442w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Geopolitica-em-Tempo-de-Paz-e-Guerra-capa-pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o.jpg 1720w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Ge<em>opol\u00edtica em Tempo de Paz e Guerra<\/em>  reflecte a complexidade, as zonas cinzentas e as contradi\u00e7\u00f5es do mundo actual. Mas o t\u00edtulo sugere de imediato uma interroga\u00e7\u00e3o: vivemos em paz, vivemos em guerra, ou, paradoxalmente, numa zona h\u00edbrida? <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Olhar para o mundo exterior e tentar compreend\u00ea-lo \u00e9 uma necessidade numa era de globaliza\u00e7\u00e3o. Num passado n\u00e3o muito distante, o local ou o nacional eram quase tudo o que interessava \u00e0 grande maioria dos cidad\u00e3os. Conhecer o que se passava no mundo era fundamentalmente uma op\u00e7\u00e3o, a qual se mostrava at\u00e9 bastante dif\u00edcil de concretizar. Na maioria dos casos, resultava de necessidades empresariais-comerciais, ou migrat\u00f3rias, ligadas \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e de ganhos de bem-estar. Em casos muito espec\u00edficos, por outro tipo de raz\u00f5es profissionais, esse interesse estava tamb\u00e9m presente nos que prosseguiam actividades ligadas \u00e0 diplomacia e \u00e0 pol\u00edtica externa do Estado. Apenas em circunst\u00e2ncias excepcionais \u2014 tipicamente grandes guerras ou outros acontecimentos de grande impacto \u2014 o mundo exterior levava a um interesse generalizado da popula\u00e7\u00e3o, obrigando a segui-lo e a tentar compreender o que a\u00ed se passava.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Geopol\u00edtica em Tempo de Paz e Guerra<\/em>\u2014 o t\u00edtulo ressoa deliberadamente a Raymond Aron em \u201cPaz e Guerra entre as Na\u00e7\u00f5es\u201d \u2014 reflecte a complexidade, as zonas cinzentas e as contradi\u00e7\u00f5es do mundo actual. Mas o t\u00edtulo sugere de imediato uma interroga\u00e7\u00e3o: vivemos em paz, vivemos em guerra, ou, paradoxalmente, numa zona h\u00edbrida? A resposta depende, desde logo, da parte do mundo em que vivemos. As percep\u00e7\u00f5es certamente s\u00e3o diferentes para os que vivem dentro da zona de \u201cpaz perp\u00e9tua\u201d da Uni\u00e3o Europeia, ou fora dela, por exemplo na Ucr\u00e2nia, na S\u00edria ou na Coreia Ao mesmo tempo, de uma forma menos \u00f3bvia, a resposta depende, tamb\u00e9m, da maneira como definimos paz e guerra. N\u00e3o \u00e9 uma mera quest\u00e3o sem\u00e2ntica, nem se trata um jogo de palavras liter\u00e1rio. No passado, a guerra era precedida de uma declara\u00e7\u00e3o de guerra e terminava com um armist\u00edcio, ou a rendi\u00e7\u00e3o (in)condicional de um dos beligerantes. Hoje temos in\u00fameros conflitos multifacetados, difusos e disputados por vezes na sombra, os quais escapam a uma simples categoriza\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 armist\u00edcio, nem rendi\u00e7\u00e3o, para guerras que n\u00e3o foram declaradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste s\u00e9culo XXI vivemos um \u201cadmir\u00e1vel mundo novo\u201d. N\u00e3o \u00e9 exactamente como foi imaginado por Aldous Huxley na distopia escrita nos anos 1930, embora existam tra\u00e7os que o fazem lembrar. Assistimos a uma perigosa luta pelo poder mundial, marcada pela rivalidade sino-americana. A uma extraordin\u00e1ria transforma\u00e7\u00e3o da geopol\u00edtica da energia, onde a Am\u00e9rica do Norte readquiriu centralidade e o M\u00e9dio Oriente e a Venezuela perderam influ\u00eancia relativa. E a uma Uni\u00e3o Europeia que continua com a sua debilidade cr\u00f3nica pol\u00edtico-militar, algo que se tornou mais cr\u00edtico com o&nbsp;<em>Brexit<\/em>e Donald Trump nos EUA. \u00c9 um mundo globalizado simultaneamente moderno, pr\u00e9-moderno e p\u00f3s-moderno. Nele, as fronteiras entre a paz e a guerra, mas tamb\u00e9m entre a verdade e a mentira dilu\u00edram-se assustadoramente. Para a an\u00e1lise destas m\u00faltiplas e importantes tem\u00e1ticas que marcam o mundo contempor\u00e2neo, o livro foi estruturado em cinco partes aut\u00f3nomas, mas tamb\u00e9m estreitamente (inter)relacionadas entre si: o \u201cadmir\u00e1vel mundo novo\u201d do s\u00e9culo XXI; a Uni\u00e3o Europeia entre a integra\u00e7\u00e3o e a fragmenta\u00e7\u00e3o; a \u201cAm\u00e9rica primeiro\u201d e a globaliza\u00e7\u00e3o descartada; a emerg\u00eancia da China como pot\u00eancia global hegem\u00f3nica. E a nova geopol\u00edtica do petr\u00f3leo e o colapso da Venezuela&nbsp; [&#8230;].<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes, \u00a0excerto da Nota introdut\u00f3ria ao Livro\u00a0 \u201cGeopol\u00edtica em Tempo de Paz e Guerra\u201d (Almedina, 2019)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9&nbsp; Imagem: capa do Livro de Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes, \u201cGeopol\u00edtica em Tempo de Paz e Guerra\u201d (Almedina, 2019)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geopol\u00edtica em Tempo de Paz e Guerra reflecte a complexidade, as zonas cinzentas e as contradi\u00e7\u00f5es do mundo actual. Mas o t\u00edtulo sugere de imediato uma interroga\u00e7\u00e3o: vivemos em paz, vivemos em guerra, ou, paradoxalmente, numa zona h\u00edbrida? Olhar para o mundo exterior e tentar compreend\u00ea-lo \u00e9 uma necessidade numa era de globaliza\u00e7\u00e3o. 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