{"id":905,"date":"2015-09-15T12:30:57","date_gmt":"2015-09-15T12:30:57","guid":{"rendered":"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/?p=905"},"modified":"2017-06-12T21:55:20","modified_gmt":"2017-06-12T21:55:20","slug":"a-franca-e-o-multiculturalismo-de-gueto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/realpolitikmag.org\/index.php\/2015\/09\/15\/a-franca-e-o-multiculturalismo-de-gueto\/","title":{"rendered":"A Fran\u00e7a e o multiculturalismo de gueto"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1147\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-804x1024.jpg\" alt=\"Islamismo e Multiculturalismo\" width=\"804\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-804x1024.jpg 804w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-236x300.jpg 236w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-768x978.jpg 768w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-370x471.jpg 370w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-570x726.jpg 570w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-770x980.jpg 770w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo-456x580.jpg 456w, https:\/\/realpolitikmag.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Islamismo-e-Multiculturalismo.jpg 1022w\" sizes=\"auto, (max-width: 804px) 100vw, 804px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>Est\u00e1 a criar-se uma sociedade explosiva em Fran\u00e7a e na Europa. Imp\u00f5e-se urgentemente revert\u00ea-la.<\/p><\/blockquote>\n<p>1. Os recentes e dram\u00e1ticos acontecimentos de 7\/1 e de 9\/1 em Fran\u00e7a trouxeram, de novo, para o centro do debate pol\u00edtico, a discuss\u00e3o sobre o que deve ser uma &#8220;boa&#8221; sociedade numa democracia europeia do s\u00e9culo XXI. No \u00e2mbito da teoria da democracia tende a ser consensual que deve ser aberta, plural e tolerar a diferen\u00e7a.\u00a0Todavia, se isso gera um tendencial acordo, j\u00e1 \u00e9 muito mais controverso saber qual a forma concreta como estas ideias se devem traduzir numa determinada sociedade. Mais pol\u00e9mico ainda \u00e9 tra\u00e7ar o ponto at\u00e9 ao qual pode, ou deve, ir o grau de abertura e pluralidade de uma sociedade. V\u00e1rias interroga\u00e7\u00f5es ocorrem aqui. A abertura ou pluralidade s\u00e3o um fim em si mesmos, devendo o Estado, atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas, promover essa abertura e fomentar a diversidade cultural na sociedade? Deve antes ser neutral em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade cultural, n\u00e3o interferindo nesses processos? Ou deve ainda, face \u00e0 diversidade da sociedade, atuar como um elemento promotor da integra\u00e7\u00e3o, numa certa l\u00f3gica de homogeneiza\u00e7\u00e3o da cidadania?<\/p>\n<p>2. A discuss\u00e3o desta problem\u00e1tica est\u00e1 estreitamente associada ao multiculturalismo. Por\u00e9m, o termo \u00e9 amb\u00edguo e suscept\u00edvel de m\u00faltiplos usos. Um primeiro passo em qualquer discuss\u00e3o s\u00e9ria sobre este assunto deve ser, por isso, a clarifica\u00e7\u00e3o do uso que se est\u00e1 a fazer deste. Num primeiro sentido \u2013 que \u00e9 provavelmente o mais usual na linguagem comum \u2013, o multiculturalismo descreve um facto, uma realidade da vida que \u00e9 a diversidade cultural. Esta \u00e9 observ\u00e1vel, por exemplo, em qualquer uma das grandes cidades europeias \u2013 Paris \u00e9 um caso \u00f3bvio \u2013, onde circulam pessoas com diferentes aspectos \u00e9tnicos, de vestu\u00e1rio, etc. Num segundo sentido, usado sobretudo nas discuss\u00f5es mais especializadas, o multiculturalismo \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica de Estado (fala-se, assim, em pol\u00edticas multiculturais); tem tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o ideol\u00f3gica, expl\u00edcita ou impl\u00edcita, na medida em que h\u00e1 um objetivo pol\u00edtico de promover a diversidade. O pressuposto \u00e9 o de que todas as culturas t\u00eam um valor id\u00eantico e de que a constru\u00e7\u00e3o de uma \u201cboa\u201d sociedade assenta na diversidade cultural, vista como um fim em si mesmo.<\/p>\n<p>3. Para a discuss\u00e3o que aqui pretendo efetuar dois outros usos do termo s\u00e3o fundamentais. O multiculturalismo que designo como cosmopolita, em que pessoas e grupos minorit\u00e1rios oriundos de diferentes culturas se integram numa cultura maiorit\u00e1ria e fundem os seus valores com esta, num processo fundamentalmente enriquecedor para ambas e de influencias rec\u00edprocas. E o multiculturalismo de gueto, em que a presen\u00e7a num mesmo pa\u00eds e territ\u00f3rio, normalmente suburbano, \u00e9 feita atrav\u00e9s de um acantonamento em \u00e1reas espec\u00edficas. Por sua vez, os contactos com a cultura maiorit\u00e1ria da sociedade de acolhimento, as intera\u00e7\u00f5es e a partilha de valores com o mainstream dessa sociedade s\u00e3o m\u00ednimos. Nos anos 1950 e 1960, quando come\u00e7ou o atual processo de aumento da diversidade cultural das sociedades europeias e ocidentais \u2013 essencialmente devido a fluxos migrat\u00f3rios ligados, ou n\u00e3o, \u00e0 descoloniza\u00e7\u00e3o \u2013, a expectativa era a da cria\u00e7\u00e3o de um multiculturalismo cosmopolita. Da Fran\u00e7a \u00e0 Su\u00e9cia, da It\u00e1lia \u00e0 Holanda, da Gr\u00e3-Bretanha \u00e0 Alemanha, a realidade hoje mostra-nos que predomina largamente um multiculturalismo de gueto. Como se chegou a esta situa\u00e7\u00e3o? Tipicamente, h\u00e1 duas l\u00f3gicas explicativas que se detectam, quer nas discuss\u00f5es comuns, quer nas mais sofisticadas: as que colocam a culpa na sociedade de acolhimento e no grupo maiorit\u00e1rio; e as que colocam a culpa nas popula\u00e7\u00f5es migrantes e nas culturas minorit\u00e1rias. Na primeira \u00f3tica, mais ou menos subsidi\u00e1ria do multiculturalismo ideol\u00f3gico, a explica\u00e7\u00e3o normalmente esgota-se num cat\u00e1logo de \u201cfobias\u201d e \u201cismos\u201d \u2013 xenofobia, racismo, islamofobia e falta de pol\u00edticas sociais-multiculturais dos pa\u00edses de acolhimento. Na segunda \u00f3tica, pr\u00f3xima da extrema-direita e da direita populista, os emigrantes e\/ou minorias culturais tendem a ser vistos estereotipadamente como atrasados, pregui\u00e7osos e uma fonte de despesa social para o Estado, excluindo-se, motu proprio.<\/p>\n<p>4. A preval\u00eancia deste quadro mental tem criado um terreno social e pol\u00edtico perigoso, do qual os grandes ganhadores s\u00e3o, por um lado, o islamismo radical \u2013 no sentido ideol\u00f3gico do conceito \u2013, e, por outro, a extrema-direita e a direita populista. Vou mostrar como se tem alimentado esta engrenagem. Em primeiro lugar, importa compreender como se estratificam as nossas sociedades atualmente. Por cima, temos uma elite pol\u00edtica, empresarial, intelectual e social que, em graus vari\u00e1veis, corporiza o multiculturalismo cosmopolita atr\u00e1s referido. Esta elite \u00e9 sobretudo uma cria\u00e7\u00e3o dos efeitos conjugados dos processos de integra\u00e7\u00e3o europeia e de globaliza\u00e7\u00e3o, nas suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es. Apesar das cr\u00edticas que dirige a esses processos, especialmente \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o, sente-se, de um modo geral, confort\u00e1vel, ganhadora. Est\u00e1 mais pr\u00f3xima dos seus pares noutros pa\u00edses do que do cidad\u00e3o comum do seu pr\u00f3prio pa\u00eds. Depois, na pir\u00e2mide da estratifica\u00e7\u00e3o social, temos uma larga faixa da popula\u00e7\u00e3o, usualmente designada como classe m\u00e9dia. Esta tem sido a mais afetada pelas transforma\u00e7\u00f5es dos processos de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e de globaliza\u00e7\u00e3o. Se isso j\u00e1 era verdade antes da crise de 2007\/2008, agora acentuou-se drasticamente. No fundo da pir\u00e2mide social, temos as camadas baixas e populares, de dimens\u00e3o mais ou menos significativa em todos os pa\u00edses europeus. Juntamente com a classe m\u00e9dia e m\u00e9dia-baixa, est\u00e1 aqui o n\u00facleo duro das popula\u00e7\u00f5es mais agarradas aos valores nacionais tradicionais. Isto ocorre devido \u00e0 preval\u00eancia de uma educa\u00e7\u00e3o mais tradicional, a n\u00edveis mais baixos de qualifica\u00e7\u00f5es e \u00e0 de falta de meios econ\u00f3micos. \u00c9 tamb\u00e9m a faixa da popula\u00e7\u00e3o tradicionalmente destinat\u00e1ria das presta\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>5. As altera\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas ligadas ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o europeia s\u00e3o tamb\u00e9m relevantes para compreender o problema. A Fran\u00e7a, com mais de 65 milh\u00f5es de habitantes, mantendo um crescimento regular da popula\u00e7\u00e3o e com uma taxa de fertilidade m\u00e9dia de cerca de 2,0 filhos por mulher, parece estar numa boa posi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, pelo menos para padr\u00f5es europeus. Esta aprecia\u00e7\u00e3o geral esconde uma outra realidade que \u00e9 a das taxas de fertilidade dos diferentes grupos que comp\u00f5em a sociedade francesa. Em Fran\u00e7a, por limita\u00e7\u00f5es legislativas, n\u00e3o existem estat\u00edsticas oficiais que permitam aferir com rigor essa realidade. \u00c9 muito prov\u00e1vel que o dinamismo demogr\u00e1fico gen\u00e9rico seja assegurado \u00e0 custa de grupos espec\u00edficos, oriundos de culturas minorit\u00e1rias e\/ou de migra\u00e7\u00f5es. Se assim for, a sociedade francesa est\u00e1 atravessada por uma dupla clivagem. Uma clivagem geracional, do tipo da que vemos em Portugal no atual contexto de crise, a qual op\u00f5e pensionistas e reformados \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais jovens. E uma clivagem (multi)cultural que se interliga com esta, em que os mais velhos s\u00e3o sobretudo do grupo cultural maiorit\u00e1rio da sociedade e os mais jovens s\u00e3o, crescentemente, de grupos culturais minorit\u00e1rios, com origem em migra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>6. Este conjunto de circunst\u00e2ncias tende a criar em partes significativas da popula\u00e7\u00e3o do grupo cultural maiorit\u00e1rio, habituadas, at\u00e9 um passado recente, a uma l\u00f3gica monocultural, sentimentos de vulnerabilidade, receio e inseguran\u00e7a perfeitamente leg\u00edtimos. Importa notar que s\u00e3o as camadas m\u00e9dia, m\u00e9dia-baixa e popular, as quais est\u00e3o mais em contacto, e, sobretudo, em competi\u00e7\u00e3o, por recursos escassos, com o multiculturalismo de gueto. Habitam zonas residenciais das cidades e sub\u00farbios relativamente pobres, onde sentem, muitas vezes, a sensa\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel de serem \u201cestrangeiros\u201d no seu pa\u00eds. As suas qualifica\u00e7\u00f5es, normalmente baixas, obrigam-nos a uma disputa com estes dos lugares no mercado de trabalho, que se torna quase predat\u00f3ria em tempos de crise. Sentem, correcta ou incorrectamente, a competi\u00e7\u00e3o desses grupos nas presta\u00e7\u00f5es sociais em redu\u00e7\u00e3o devido \u00e0 austeridade. Veem os emigrantes e\/ou minorias serem usados para baixar os sal\u00e1rios e fornecer uma m\u00e3o-de-obra barata, a qual quebra a for\u00e7a dos sindicatos que os protegiam. Por isso, nelas grassa o sentimento generalizado de serem perdedoras.<\/p>\n<p>7. No passado, especialmente os partidos da esquerda, competiam por atrair a classe m\u00e9dia e m\u00e9dia-baixa, prestando especial aten\u00e7\u00e3o ao \u201cproletariado\u201d. Hoje n\u00e3o respondem aos seus problemas. Os interesses empresariais e da competitividade econ\u00f3mica, ou os grupos minorit\u00e1rios e as pol\u00edticas de identidade substitu\u00edram-nos. Ironicamente, o multiculturalismo ideol\u00f3gico e a diversidade cultural ocupam, em grande parte da esquerda intelectual e pol\u00edtica, um papel similar ao que na direita tem a ideologia neoliberal e a competitividade. (Consoante o quadrante ideol\u00f3gico, sacraliza-se o mercado, ou a diversidade cultural. Comum a ambos est\u00e1 uma vis\u00e3o mais pr\u00f3xima da f\u00e9 religiosa do que do esp\u00edrito cr\u00edtico.) Assim, no atual quadro ideol\u00f3gico, esta popula\u00e7\u00e3o oriunda do grupo cultural maiorit\u00e1rio \u00e9 vista como insens\u00edvel \u00e0 diferen\u00e7a cultural e suspeita de xenofobia (pela esquerda), ou sem esp\u00edrito empreendedor e capacidade competitiva (pela direita), ambos pecados capitais. Resultado: largas faixas da popula\u00e7\u00e3o sentem-se politicamente abandonadas e sem representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber por que a extrema-direita e a direita populista t\u00eam a\u00ed um terreno eleitoral em crescendo.<\/p>\n<p>8. Por \u00faltimo, imp\u00f5e-se olhar para a quest\u00e3o na perspetiva dos grupos minorit\u00e1rios, especialmente nos que t\u00eam origem nos fluxos migrat\u00f3rios das \u00faltimas d\u00e9cadas. Frequentemente v\u00eam de zonas rurais de pa\u00edses pouco desenvolvidos (Arg\u00e9lia, Tun\u00edsia e Marrocos, no caso franc\u00eas), habituados a valores tradicionalistas muito diferentes dos valores que encontram \u00e0 chegada. Por raz\u00f5es de pobreza, l\u00edngua, religi\u00e3o ou outras, t\u00eam muita dificuldade em se integrar na sociedade de acolhimento. O seu acantonamento em guetos, devido \u00e0 pobreza e \u00e0 seguran\u00e7a conferida pela proximidade cultural com outros membros grupo, alimenta o processo de exclus\u00e3o e dificulta a progress\u00e3o social. Enfrentam a desconfian\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es locais e o desinteresse dos empregadores, a n\u00e3o ser nas condi\u00e7\u00f5es salariais j\u00e1 referidas de m\u00e3o-de-obra barata e n\u00e3o sindicalizada. Na segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se sentem, frequentemente, nem franceses, nem argelinos, marroquinos ou tunisinos, ou de qualquer outro pa\u00eds. O anonimato das grandes cidades, a falta de perspetivas de evolu\u00e7\u00e3o social e econ\u00f3mica gera frustra\u00e7\u00e3o e, frequentemente, \u00f3dio ao pr\u00f3prio pa\u00eds do qual s\u00e3o nominalmente cidad\u00e3os. Essa frustra\u00e7\u00e3o e descontentamento poderia ser enquadrada por ideologias e for\u00e7as com capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o de massas, que dessem esperan\u00e7a num quadro democr\u00e1tico e de respeito do Estado de direito. Todavia, com a perda de atra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da esquerda secular europeia \u2013 o multiculturalismo ideol\u00f3gico n\u00e3o tem for\u00e7a pol\u00edtica de massas \u2013, este terreno ficou livre para o islamismo radical, que agora fornece uma identidade e uma causa a estes \u201crebeldes sem causa\u201d. \u00c9 esta sociedade explosiva que se est\u00e1 a criar em Fran\u00e7a e na Europa. Imp\u00f5e-se urgentemente revert\u00ea-la.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00a9 Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes.\u00a0Artigo originalmente publicado no P\u00fablico, 13\/01\/2015<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dom\u00ednio-p\u00fablico.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1197\" src=\"https:\/\/realpolitikmag.org\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dom\u00ednio-p\u00fablico.png\" alt=\"dom\u00ednio p\u00fablico\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a>\u00a0Imagem: capa do Livro de\u00a0Jos\u00e9 Pedro Teixeira Fernandes, &#8220;Islamismo e Multiculturalismo. As Ideologias Ap\u00f3s o Fim da Hist\u00f3ria&#8221; (Almedina, 2006)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 a criar-se uma sociedade explosiva em Fran\u00e7a e na Europa. Imp\u00f5e-se urgentemente revert\u00ea-la. 1. 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